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22/01/2007 - 16h54

Cláudio Curi e Ivetthy Souza cantam o amor em "Bossa a Dois"

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DENYSE GODOY
da Folha Online

Sim, shows de jazz e bossa nova são intimistas por definição. Porém, no caso de "Bossa a Dois", é preciso ressaltar como Cláudio Curi e Ivetthy Souza realmente conseguem deixar sua platéia à vontade. "Nós nos sentimos participando de uma reuniãozinha na sala de casa", comenta o dentista Marinho Del Santo Jr., 39, após a apresentação da dupla no clube paulistano Tom Jazz no último sábado.

Tal impressão é resultado da profunda sintonia entre Curi, 52, e Ivetthy,40. Ele, consagrado ator com mais de 25 peças de teatro e 20 novelas no currículo, na verdade começou sua vida artística cantando. Ela, natural de Belém do Pará, conta 16 anos de carreira e obteve mais reconhecimento no exterior --Emirados Árabes, Japão, França-- do que no Brasil. Após morar por quatro anos na Itália, onde se casou com o empresário Luca, decidiu regressar ao país para ter aqui a primeira filha, Beatriz, que agora está com nove meses.

Divulgação
Ivetthy Souza e Cláudio Curi
Ivetthy Souza e Cláudio Curi
A florescente parceria musical nasceu em 2001. À época, ambos faziam temporada no Bar Brahma, no centro de São Paulo --Curi no andar de cima e Ivetthy, no de baixo. Quando o ator terminava sua exibição, ia assistir à parte final da dela. Certa noite, o novelista Lauro César Muniz, amigo do ator, sugeriu um dueto na canção "Samba em prelúdio", composta por Baden Powell e Vinicius de Moraes. A princípio, eles titubearam --"Puxa, nunca ensaiamos juntos", "Não sei se conheço a letra direito...", etc--, mas saiu. "E foi um grande sucesso", lembra Curi. "Tanto que, a partir de então, as canjas se tornaram freqüentes: ora ela subia, ora era eu que descia."

Naquele mesmo ano montaram a primeira versão do "Bossa a Dois". O repertório é essencialmente romântico --é claro--, escolhido de acordo com o gosto pessoal dos cantores, misturando músicas famosas com outras menos conhecidas. "Eu tenho como missão entrar no coração das pessoas, fazer bem a elas, dar justamente o que tenho de melhor", explica Ivetthy.

O público responde à altura. É como se os todos presentes estivessem unidos nos mesmos sentimentos. Primeiro, a fugacidade da paixão, em "Ilusão à toa", de Johnny Alf. Depois, os lamentos de "I fall in love too easily", de Jule Styne e Sammy Cahn. O deslumbramento em "My funny valentine", de Richard Rodgers e Lorenz Hart. A alegria em "Brigas nunca mais", de Tom Jobim e Vinicius. A despedida em "É preciso dizer adeus", dos mesmos autores: "E essa beleza do amor / Que foi tão nossa / E me deixa tão só / Eu não quero perder / Eu não quero chorar / Eu não quero trair / Porque tu foste pra mim / Meu amor / Como um dia de sol". Lágrimas, suspiros, resignação.

Divulgação
O espetáculo tem um quê de teatral. Curi declama o que lhe cabe com voz macia, canta em tom de confidência, dividindo em uma roda de amigos sua ventura e sua dor. Conduz Ivetthy, protege, apóia, ocupa seu devido espaço deixando-a livre para brilhar. Age como um cavalheiro, presença forte e suave ao mesmo tempo.

Entende-se o porquê de ele ter se afeiçoado tanto à cantora quando ela interpreta "Upa, neguinho", de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, famosa na voz de Elis Regina --Curi é fã número um da Pimentinha. Ivetthy possui um timbre semelhante ao dela, mas sabe colocar seu próprio estilo --à maneira de uma diva do jazz. "Summertime", de George e Ira Gershwin, fica deliciosa.

Com "Promessas (Só em teus braços)", de Jobim, os dois encerram o show, cúmplices.

O dramaturgo Muniz mais uma vez os prestigia. Ele está sentado na primeira fila acompanhado de sua mulher, a atriz Bárbara Bruno. Que tal o papel de padrinho da dupla? "Fico emocionado toda vez que os vejo juntos. Sempre me pareceu lógica essa união, eles combinam totalmente", responde.

"Viemos para curtir o lado sentimental. Neste ambiente podemos dizer que estamos apaixonados e não há mal nenhum nisso", declara o dentista Del Santo Jr. ao lado da mulher, a arquiteta Flavia Yazbek Del Santo, 32. Prima de Curi, ela convidou Ivetthy para cantar em seu casamento, em novembro.

O casal Bertile Giusti, 57, e Elias Izar, 53, diz ter sido "agradavelmente surpreendido" pelo show. "Gostamos muito desse tipo de música", afirma a psicanalista.

Renato Amorim, 36, analista de sistemas, acompanha a carreira de Ivetthy há cerca de dez anos e, no sábado passado, levou uma turma ao Tom Jazz. Em coro com o publicitário Roberto Rodrigues, 32, na mesma mesa, ele admite: "Sou um emotivo mesmo". Então a noite foi perfeita para eles.

Especial
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