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26/03/2007 - 15h48

Filme "Maradona - La Mano de Dios" será lançado sexta na Itália

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da Ansa, em Roma

O filme "Maradona - La Mano de Dios" (Maradona, a mão de Deus), dirigido pelo italiano Dino Risi, começa a ser distribuído na Itália a partir desta sexta-feira (30).

Em um trabalho de co-produção ítalo-espanhola, Risi percorre a vida de Maradona desde a época em que jogava no Argentinos Junior, na década de 70 até os dias de hoje, sem esconder os defeitos daquele que já foi considerado o melhor jogador da história: sua relação com as drogas, problemas fiscais e contato com a máfia napolitana.

O diretor, que trabalhou com um roteiro escrito por Manuel Valdivia, César Vidal e Manuel Ríos, destaca entre os feitos do herói argentino o famoso gol de mão, marcado por Maradona contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986.

"Aquele gol é um feito artístico. Maradona era um gênio que, no fundo, durante toda a vida só fez mal a ele mesmo. Para ele, roubar os ingleses não era um delito. Na época, Maradona os via como ladrões, por causa da guerra das Malvinas, entre a Inglaterra e seu país", afirmou Risi.

A cocaína aparece em muitas cenas o filme. "Mas, pelo menos, [Maradona] não tinha cargos de governo e nunca fez uso dela em campo", analisou o diretor.

Durante a produção, o diretor contou com os depoimentos da ex-mulher do jogador, Claudia, e de sua filha Dalma. "Entrevistei Maradona uma única vez e só falamos sobre o filme no final de nossa conversa. O campeão só estava preocupado com as opiniões de Claudia", disse Risi. Até o momento, apenas Claudia, hoje empresária do jogador, conferiu o resultado final.

O diretor italiano nega a tese de que os contatos de Maradona com a máfia napolitana possam ter servido de ponte para a droga entre a Itália e a América do Sul. O diretor explica ainda que não incluiu o filho italiano Diego Jr. na história --reconhecido depois de uma longa batalha judicial-- porque não queria introduzir no filme nenhum ponto "sensacionalista".

O filme, com premiere marcada para a quinta-feira (29) em Nápoles, termina com uma dedicatória: "Hoje Maradona está de novo em forma. Perdeu 35 kg, mas não a vontade de lutar".

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