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29/03/2007 - 10h01

"Essa Nossa Juventude" fala de dramas juvenis pela busca de dinheiro e fama

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da Folha Online

A atração desta quinta (29) e sexta-feira (30), na mostra oficial do 16º FTC (Festival de Teatro de Curitiba), é "Essa Nossa Juventude". A peça mostra 48 horas da vida de três jovens, sufocados por uma cultura cujos valores circulam em torno de dinheiro e sucesso. Um drama vivido pela sociedade pós-moderna.

Escrito por Kenneth Lonergan, o texto foi montado pela primeira vez em Nova York, em 1996. Ele pinta um retrato agridoce do momento de transição entre a inocência juvenil à descrença e dureza do universo adulto. O autor usa e abusa de gírias tipicamente adolescentes.

A montagem brasileira --que será exibida hoje, às 20h30, no teatro da Reitoria, em Curitiba-- é uma adaptação feita pela atriz Maria Luisa Mendonça e a dramaturgista Christiane Riera, da companhia carioca "Liberdade Criação e Produção Ltda".

As duas amigas tinham um sonho em comum: produzir teatro no Brasil, ir além do que já faziam, escolher o que dizer. Chris viu a peça em Nova York e sugeriu. Acharam que era a aposta perfeita. Entenderam que era uma peça para jovens, não moralista, absolutamente inédita no Brasil, contemporânea, com um autor que escrevia muito bem para atores.

O texto sugere a idéia de um buraco na fechadura por onde o público espia os planos mais íntimos de três jovens. Maria Luisa e Chrisyiame compraram a peça e a adaptaram do inglês, vertendo o universo de gírias de Nova York para o nosso português das ruas.

Montaram o texto em uma temporada de seis meses em SP. As jovens produtoras estavam orgulhosas e preocupadas. Queriam continuar encenando o texto. Queriam manter os nomes de peso da equipe, mas a realidade das datas de cinema e TV inviabilizaram uma equipe duradoura no Brasil.

Decidiram remontar a peça e nasceu a possibilidade de uma nova experimentação, adaptar a própria tradução. Elas colocaram, então, estes três jovens em um apartamento (nos dias de hoje), que pode ser empacotado e desempacotado em meia hora em qualquer lugar do mundo. A proposta também era de ter um elenco que, desde o princípio, se revezasse e assim perpetuasse o texto.

Maria Luisa Mendonça, em sua primeira experiência como encenadora. Christiane Riera entra como dramaturgista. As duas convidaram quatro jovens atores para dar vida aos personagens de Kenneth Lonergan. Para contar a história desses três jovens - Edu, Dennis e Jéssica - elas optaram por criar um rodízio entre o elenco formado por jovens atores.

Caio Blat e Cauã Reymond se dividem na tarefa de criar o personagem Edu. Frank Borges assume sozinho, nesta temporada inicial, o personagem Dennis e Simone Spoladore e a diretora revezam-se na criação de Jéssica. Desta forma as duas apostam nos acréscimos pessoais que cada um dos atores dá na construção de sua personagem.

Essa Nossa Juventude
Gênero - Drama
Onde - Teatro da Reitoria (r. XV de Novembro, 1299, Centro - Curitiba)
Quando - Hoje (29) e amanhã (30), às 20h30
Ingressos - R$ 26

Especial
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