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Repercussão
Veja as manifestações dos dirigentes pelo mundo
(11/09/01)
da Folha Online
Leia o que os dirigentes em todo o mundo estão manifestando sobre os ataques terroristas sofridos hoje pelos EUA.
Felipe Perez Roque, ministro do Exterior de Cuba - "Lamentamos profundamente a perda de vida humana, nossa posição é de total rejeição a este tipo de ataque terrorista. Oferecemos nossas condolências aos parentes das vítimas, às autoridades e ao povo dos Estados Unidos. Cuba informou às autoridades aeronáuticas na região que deseja oferecer todos nossos aeroportos, de maneira que vôos que precisem usar Cuba possam fazê-lo."
Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil - "Causou-nos profunda tristeza a trágica perda de vidas humanas. Em nome do povo brasileiro, desejo transmitir-lhe a expressão de nossa solidariedade nesse momento extremamente difícil. O Brasil condena nos termos mais fortes possíveis todas as formas de terrorismo. Continuaremos a apoiar os esforços cooperativos da comunidade internacional para erradicar tais práticas inaceitáveis, que são inteiramente incompatíveis com a construção de uma ordem internacional baseada nos princípios de Justiça."
Kofi Annan, secretário-geral da ONU - "Estamos todos traumatizados com esta terrível tragédia. Não sabemos ainda quantas pessoas foram mortas ou estão feridas, mas inevitavelmente o número será alto. Não pode haver dúvidas de que estes ataques foram atos deliberados de terrorismo, planejados e coordenados cuidadosamente -e assim eu condeno isto fortemente. O terrorismo tem de ser combatido sempre que ocorrer. Em certos momentos, julgamento frio e racional são mais essenciais que nunca. Não sabemos ainda quem está por trás destes atos, ou qual objetivo eles esperam atingir. O que sabemos é que nenhuma causa é justa se coagida pelo terror".
Tony Blair, primeiro-ministro britânico - "Estou terrivelmente chocado. O terrorismo em massa é o novo mal no mundo, é cometido por fanáticos que são indiferentes à santidade da vida humana. Esse terrorismo de massa é o novo mal em nosso mundo hoje. É perpetrado por fanáticos que são completamente indiferentes à santidade da vida."
Gerhard Schroeder, primeiro-ministro da Alemanha - "O ataque foi uma declaração de guerra contra o mundo civilizado. Quem ajuda ou protege esses terroristas viola todos os valores fundamentais que fazem possível para as populações viverem juntas. As condolências de todos os alemães vão para as vítimas e para as famílias das vítimas." Em carta a Bush, Schroeder disse: "Meu governo condena veementemente esses atos terroristas. Eu quero expressar a vocês minha profunda condolência e solidariedade ilimitada a você e ao povo americano."
Jacques Chirac, presidente da França - "A França está profundamente perturbada em saber desses ataques monstruosos. Tudo o que posso dizer é que eu me compadeço com o povo americano. Todos os poderes públicos estão mobilizados. Neste momento, não conhecemos nem os autores nem as razões destes atos bárbaros. A situação requer, sem dúvida, sangue-frio, mas também vigilância e mobilização. O que aconteceu nos EUA diz respeito a todos nós."
George Robertson, secretário-geral da Otan - "A solidariedade da Otan continua sendo a essência de nossa aliança. Nossa mensagem às pessoas dos Estados Unidos é que estamos com eles. Nossa mensagem aos responsáveis por estes crimes também é bem clara: Vocês não sairão ilesos."
Iasser Arafat, presidente da Autoridade Palestina - "Eu envio minhas condolências, as condolências do povo palestino ao presidente americano (George W.) Bush e ao seu governo e ao povo americano por esse ato terrível. Nós condenamos completamente essa operação séria... Nós estamos completamente chocados. É inacreditável, inacreditável, inacreditável. É muito difícil explicar meus sentimentos. Deus os ajude, Deus os ajude."
Ariel Sharon, primeiro-ministro de Israel - "Israel e seu povo estão de mãos dadas com os americanos. Daremos toda a ajuda necessária. A guerra contra o terrorismo é uma guerra mundial: é o mundo livre contra todos aqueles que querem destruir a liberdade. A guerra contra o terrorismo vai ser longa, mas não haverá lugar no mundo em que esses terroristas possam se esconder."
Shimon Peres, ministro das Relações Exteriores de Israel - "A série de atentados deve forçar o mundo a se organizar para lutar sem compromissos contra o terrorismo. O perigo do terrorismo é um perigo mundial. O mundo tem de se organizar para fazer frente, porque pode atingir a todos, sem levar em conta as fronteiras e as forças armadas mais potentes do mundo." O ministro negou-se a atribuir a responsabilidade desta onda de atentados "antes de dispor de informações completas". "Conhecemos países que são centros de terrorismo", declarou, sem dar nomes."
João Paulo 2º, papa - "Chocado pelo horror indescritível dos ataques terroristas inumanos de hoje contra pessoas inocentes em diversas partes dos EUA, eu me apresso em expressar a você e a todos os cidadãos meu pesar profundo e minhas preces pelo país nesse momento trágico e sombrio. Entregando as vítimas ao perdão eterno de Deus, eu imploro por Sua força para todos os envolvidos nas operações de resgate e no cuidado pelos sobreviventes. Eu imploro a Deus para ajudar você e o povo norte-americano nesta hora de sofrimento e julgamento."
Junichiro Koizumi, primeiro-ministro do Japão - "Esse incidente nos EUA é extremamente covarde e está além do que qualquer palavra pode descrever." O Japão também destacou unidades militares extras para garantir a segurança nas bases militares dos EUA no país, onde os soldados norte-americanos estão em estado de alerta máximo. Cerca de 20 empresas japonesas, especialmente do ramo financeiro, tinham escritórios no World Trade Center.
Vicente Fox, presidente do México - "Iniciamos o dia com uma notícia de alto impacto e rechaçamos totalmente toda forma de violência e terrorismo." O México fechou as fronteiras com os EUA e cancelou todos os vôos para o país vizinho.
Vladimir Putin, presidente da Rússia - "Atos terroristas bárbaros contra pessoas inocentes nos causam ira e indignação. Peço-lhe que transmita meus mais profundos sentimentos aos familiares das vítimas da tragédia e a todo o povo americano. Entendemos seu sofrimento e sua dor, pois a Rússia também tem sofrido com o terrorismo. Não há dúvidas de que um ato tão desumano não deve passar impune. A comunidade internacional inteira deve se unir na luta contra o terrorismo."
Wakil Ahmed Mutawakel, ministro das Relações Exteriores do Afeganistão - "Nenhum ato terrorista pode ser aceito sob nenhuma lógica. Meu governo "tem sido vítima no passado de ataques dos meios de comunicação internacional."
Posicionamento das nações
A China, que nos últimos meses manteve relações tensas com Washington, condenou energicamente a onda de atentados nos EUA, declarando-se "horrorizada" com os ataques. Segundo fontes oficiais chinesas, o presidente Jian Zemin enviou mensagem de condolências aos americanos e expressou "grande preocupação" com a segurança dos cidadãos chineses nos EUA.
Na Argentina, a embaixada norte-americana e todos os edifícios da comunidade judaica foram fechados. O presidente Fernando de La Rúa afirmou, no entanto, que não há riscos de ataques no país. "Ordenamos medidas de segurança para prevenir", disse. Em 1992 e 1994 atentados contra interesses judaicos em Buenos Aires deixaram mais de cem mortos.
No Chile, a Força Aérea chilena impôs restrições a vôos num perímetro de 25 quilômetros de Santiago para evitar possíveis ataques contra alvos norte-americanos.
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