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Saiba o que disseram os brasileiros sobre o atentado

(11/09/2001)

da Folha Online

Leia o que os brasileiros que estão no Brasil e os que estão no EUA dizem sobre os ataques terroristas sofridos hoje pelos EUA.

Fernando Henrique Cardoso, presidente da República - "As notícias dos ataques terroristas em Nova York e Washington provocaram indignação no Brasil. Causou-nos profunda tristeza a trágica perda de vidas humanas. Em nome do povo brasileiro, desejo transmitir-lhe a expressão de nossa solidariedade nesse momento extremamente difícil. O Brasil condena nos termos mais fortes possíveis todas as formas de terrorismo. Continuaremos a apoiar os esforços cooperativos da comunidade internacional para erradicar tais práticas inaceitáveis, que são inteiramente incompatíveis coma construção de uma ordem internacional baseada nos princípios de justiça." (em carta ao presidente do EUA, George W. Bush.)

Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato petista à Presidência da República - "Aqueles que lutam pela democracia têm de repudiar esse tipo de terrorismo, porque não ajuda a ninguém, não ajuda a democracia, faz vítimas inocentes. Eu sinceramente acho que o mundo inteiro tem de condenar, porque essa barbárie não pode se repetir, não pode virar moda".

Tasso Jereissati, governador do Ceará (PSDB) - "Em meu nome e do povo cearense, quero transmitir o repúdio e a indignação com que todos fomos tomados pelos trágicos acontecimento que chocaram o mundo inteiro e enlutaram os Estados Unidos e o povo americano".

Itamar Franco, governador de Minas Gerais (PMDB) - "Na qualidade de governador do Estado de Minas Gerais, de ex-presidente do Brasil e de ex-embaixador da Organização dos Estados Americanos, venho apresentar em nome de todos os mineiros manifestações de repúdio às criminosas ações desenvolvidas contra o povo americano, assim como expressar condolências pelo sofrimento que enfrenta".

Marco Aurélio de Mello, presidente do STF - "O mundo está perplexo diante dessa onda de ataques terroristas. É uma monstruosidade com consequências ainda imprevisíveis".

Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP) - "Enquanto o mundo não conseguir se livrar dessas bestas humanas que não dão o mínimo valor à vida não haverá lugar no planeta em que se possa viver com segurança. Foi uma tragédia internacional".

Natan Berger, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo - "O mundo nunca mais será o mesmo depois dos ataques terroristas de contra os EUA. Os conceitos de segurança dos cidadãos também deverão ser alterados depois dessa tragédia. Esperamos que se inicie definitivamente uma guerra contra o terrorismo".

Hassn El-Emleh, presidente da Federação Palestino-Brasileira - "Sinto-me chocado com esse crime bárbaro e inadmissível. Não posso admitir um crime contra inocentes. Não acho que a causa palestina saia beneficiada, ao contrário, é prejudicada. Mas a política norte-americana tem sua parcela de culpa, pois é cega e arrogante, criando inimigos no mundo todo".

Dom Raymundo Damasceno Assim, secretário-geral da CNBB - "Em nome da CNBB e em meu próprio nome, desejo manifestar nossa solidariedade ao povo norte-americano e aos familiares das vítimas desses atos terroristas. A igreja, defensora dos direitos humanos, não pode aceitar que a vida seja tratada de maneira tão desprezível".

Carlos Miguel Aidar, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo - "A OAB, fazendo coro às manifestações de consternação e estupor de toda a comunidade mundial, em face dos monumentais atentados terroristas ocorridos hoje, nos EUA, expressa a sua veemente condenação à prática de violência, motivada por quaisquer causas e desenvolvidas por quaisquer organização e país".

Gustavo Kuerten, tenista brasileiro - "Tenho que agradecer por viver no Brasil, que não tem esses atentados, e também por nunca ter sido alvo de nada. Torço para que tudo se resolva lá [nos EUA]".

Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores - "Mandamos nossa solidariedade para o governo norte-americano e público norte-americano. Nossa posição é crítica ao terrorismo. Terrorismo significa um ato desmedido, significa atingir pessoas de uma forma indiscriminada e representa uma expressão de barbárie brutal e é inaceitável".

Rubens Barbosa, embaixador do Brasil nos Estados Unidos - "A sensação que temos é que o país está sob um ataque. Desde a 2ª Grande Guerra nunca se viu uma situação como essa."

Anthony Garotinho, governador do Rio - "O terrorismo é abominável. Todo radicalismo leva a conseqüências intoleráveis como a que o mundo assistiu hoje. É preciso que os sistemas de defesa de todos os países estejam atentos, porque de alguns anos para cá houve recrudescimento do terrorismo em várias partes do mundo. A resposta americana vai ser firme por questões internas, mas não deve despertar mais ódio."

Horácio Lafer Piva, presidente da Fiesp - "Profundamente comovida pelas dimensões da tragédia humana que abalou hoje os Estados Unidos, a indústria de São Paulo expressa de público a sua solidariedade ao povo norte-americano e se junta a todos aqueles que condenam com veemência, e sem nenhuma reserva, qualquer ato de terrorismo, em qualquer canto do mundo. Não há argumento que possa justificar tanta crueldade, exercida de maneira traiçoeira e covarde contra pessoas inocentes e indefesas, totalmente alheias aos centros de decisão. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que se orgulha de ter entre os seus membros numerosas empresas multinacionais de origem norte-americana, irmana-se com elas neste momento doloroso, compartilhando o sentimento geral de compaixão e pesar pelas vítimas desses atos insanos. Nos próximos dias deverão ficar claras as consequências políticas e econômicas deste terrível acontecimento, que são inevitáveis e que podem, sim, muito afetar nossa vida econômica, inserida hoje na dimensão internacional."

Ricardo Godeguez mora há dois meses em Nova York - "Fomos para janela e vimos as torres do World Trade Center em chamas, fumaça preta, cena que você jamais pensou que pudesse acontecer. Ligamos a TV e de lá veio a noticia de que foi um atentado, que o Pentágono também estava em chamas e que outro avião caiu em Pittsburg. De repente, ouvimos um estrondo, olhamos pela janela e vimos uma explosão com fogo e a primeira torre despencar. Surreal, inacreditável. A gente viu tudo da janela. Tudo parou, Manhattan não funciona, não tem metro, não tem ônibus, não tem aviões, celular, telefone congestionado, não tem nada."

Luciana Barrichelo, jornalista, mora há quatro meses em Pittsburgh - "As pessoas, assustadas e sem saber o que poderá acontecer nas próximas horas, tentam voltar para suas casas. Entretanto, não há número suficiente de ônibus e metrô. Muitos optaram em retornar a pé e tomaram as principais avenidas da cidade. Profissionais de serviços públicos de Pittsburgh estão pedindo de porta em porta para que as pessoas sejam voluntárias para dirigir ônibus a fim de aumentar a frota na rua e conseguir que todos retornem com segurança para suas casas."

Adilson de Souza, brasileiro, mora há 1 ano e sete meses em Nova York - Ele presenciou a queda da torre sul do World Trade Center. "Foi como assistir a um filme. Foi inacreditável. O que mais me impressionou foi que, em questão de segundos, centenas de pessoas perderam a vida. O trágico é que foram cenas reais. A explosão lembrou uma demolição programada. O prédio caiu na vertical, como se os explosivos tivessem sido colocados em locais estratégicos das estruturas das torres."

Nara Dória Novaes, brasileira, mora há seis meses em Massachusetts - "Nós que moramos aqui, mas não vimos o acidente, não temos noção da dimensão total do problema, mas eu comecei a ficar muito preocupado depois de ter falado com um amigo americano. Ele está desesperado e chorando muito."

Edna Lima, professora de capoeira, mora há 14 anos em Manhattan - "Gostaria que tudo fosse um pesadelo. Estou numa situação de impotência muito grande."



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