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06/10/2006 - 18h23

Premiê japonês visita China e Coréia do Sul nos próximos dias

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da Folha Online

A visita do novo premiê japonês, Shinzo Abe, a Pequim e a Seul no próximo domingo (8) e na segunda-feira (9) visa melhorar as estremecidas relações entre o Japão, China e Coréia do Sul.

A viagem de Abe é vista como um primeiro passo --bem visto pelos países da região e pelos EUA-- no esforço para melhorar as relações, prejudicadas pelas constantes visitas do ex-líder do Japão, Junichiro Koizumi, ao templo de Yasukuni Shrine, que homenageia os "heróis" japoneses da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O monumento é visto por muitos como "símbolo" do militarismo do passado do Japão. "Apenas o fato de visitar estes países já é um passo importante, que agora se torna possível", segundo Tomoyuki Kojima, especialista da Universidade Keio, no Tóquio.

Abe, que assumiu o cargo na semana passada, se encontra com o presidente chinês, Hu Jintao, em Pequim no domingo (8), e com o líder sul-coreano, Roh Moo-hyun, em Seul no dia seguinte.

"A visita é uma oportunidade de aliviar temporariamente as tensões que permeiam as relações entre Japão e China", disse Shi Yinhong, especialista da Universidade da China, em Pequim.

Koizumi não fez novas visitas a China depois de outubro de 2001, e não voltou a se encontrar com o presidente sul-coreano depois de junho de 2005.

Responsabilidade

Nesta quinta-feira, Abe reconheceu a responsabilidade dos líderes japoneses que levaram à derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e às atrocidades cometidas pelas tropas japonesas no Extremo Oriente.

Entre os responsáveis, ele incluiu seu avô, Nobusuke Kishi --que foi chefe do Executivo entre 1957 e 1958 e em 1960-- e que, apesar de ser qualificado como criminoso de guerra ao término do conflito, conseguiu evitar a punição e prosseguir na carreira política.

Em discurso no Parlamento na segunda-feira (2), Abe evitou admitir a responsabilidade dos criminosos de guerra japoneses condenados ao término da Segunda Guerra pelo Tribunal Militar Aliado para o Extremo Oriente.

As declarações dadas ontem ao Parlamento tentaram amenizar a polêmica e readquirir a confiança perdida durante os cinco anos do governo de Koizumi.

Especial
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