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23/03/2007 - 09h37

Ação suicida fere vice-premiê e mata ao menos quatro no Iraque

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da Folha Online

Um ataque suicida contra uma mesquita em Bagdá matou ao menos quatro pessoas e feriu o vice-premiê iraquiano, Salam al Zubaie, informou a polícia e a TV local nesta sexta-feira.

De acordo com a emissora de TV Al Iraqiya, que cita fontes americanas, Zubaie passa por uma cirurgia em um hospital militar americano. Não ficou clara a gravidade dos ferimentos.

O assessor de Zubaie, que é membro do principal bloco político sunita, informou que ele foi atingido por estilhaços de balas no abdômen e um dos ombros.

Segundo o porta-voz militar Christopher Garver, o vice-premiê foi levado para um hospital militar. Garver recusou-se a revelar detalhes a respeito de suas condições.

Samir Mizban/AP
O vice-premiê iraquiano Salam al Zubaie, ferido após ataque suicida
O vice-premiê iraquiano Salam al Zubaie, ferido após ataque suicida
De acordo com a polícia, Zubaie foi alvo de dois ataques coordenados --a explosão de um carro-bomba perto de sua casa e a explosão de um suicida na mesquita onde ele estava.

Uma fonte policial informou que quatro pessoas morreram e outras dez ficaram feridas nos dois ataques. Duas das vítimas seriam seguranças de Zubaie.

O irmão do vice-premiê estaria entre os feridos, de acordo com a fonte.

A rede de TV Al Iraqiya informou, por sua vez, que os mortos chegam a 17 e os feridos a 15.

Zubaie, um dos dois vice-premiês iraquianos, é membro da principal coalizão sunita do governo xiita de união que administra o Iraque.

Segundo seu porta-voz, ele sobreviveu a atentados ocorridos perto do Ministério do Interior, região onde se localiza sua casa.

Alvos

Rebeldes freqüentemente alvejam líderes do governo xiita apoiado pelos Estados Unidos.

No mês passado, o vice-presidente xiita Adel Abdul Mahdi foi ferido após a explosão de uma bomba que matou seis pessoas dentro de um prédio do Ministério do Trabalho.

Ontem, um foguete atingiu um ponto próximo do local onde o premiê Nouri al Maliki dava uma coletiva de imprensa ao lado do líder da ONU, Ban Ki-Moon.

Forças iraquianas e americanas estão engajadas em uma ampla operação de segurança em Bagdá, que visa dar fim à violência que ameaça mergulhar o Iraque em uma guerra civil.

Comandantes americanos atribuem à rede terrorista Al Qaeda e a insurgentes sunitas a maior parte dos ataques com carros-bomba e atentados suicidas ocorridos no país.

Tropas

Ontem, a comissão de Orçamento do Senado americano aprovou uma lei que prevê um valor destinado a financiar a guerra no Iraque, ao mesmo tempo em que inclui um calendário de retirada das tropas com data limite em março de 2008.

A proposta de um calendário de retirada se choca, porém, com a oposição maciça da Casa Branca e de seus aliados republicanos, que acusam a maioria de querer administrar a guerra no lugar do presidente George W. Bush.

O conflito no Iraque completou quatro anos na última terça-feira (20). Enquanto os soldados afirmaram não ver a hora de ir para casa, o presidente George W. Bush defendeu a necessidade da guerra e disse que o conflito pode se prolongar.

"Tudo o que queremos é sair daqui o quanto antes", disse um dos suboficiais responsáveis pela patrulha noturna em Bagdá. "O Exército iraquiano tem medo, por isso nós temos que vir e morrer aqui", afirmou o militar, que pediu para não ser identificado.

"Bush poderia vir e lutar aqui. Eu daria a ele os meus US$ 6.000 mensais e voltaria para casa", disse outro soldado.

Mais de 3.200 militares americanos já morreram no conflito no Iraque, que enfrenta crescente oposição tanto no Congresso dos EUA quanto entre a opinião pública americana.

Com agências internacionais

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