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02/06/2001 - 08h26

Príncipe herdeiro mata família real do Nepal e se suicida

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da Folha de S. Paulo

O príncipe herdeiro do Nepal, Dipendra, matou ontem o rei Birendra, a rainha Aishwarya e outros membros da família real antes de se suicidar na capital, Katmandu, segundo o ministro do Interior, Chandra Poudel.

AP- 22.ago.2000

O rei e a rainha do Nepal
O assassinato teria sido provocado por uma disputa em torno do casamento de Dipendra, porque sua mãe, a rainha, não aceitava a noiva que ele havia escolhido.

"Primeiro, ele matou os outros e, em seguida, se matou", disse o ministro, que acrescentou que, ao todo, 11 pessoas morreram. Dipendra era formado pelo Eton College (Reino Unido).

Aparentemente, o motivo de sua ação seria uma disputa em torno de seu casamento, pois sua mãe, a rainha Aishwarya, não gostava de sua noiva.

Um conselho de altos funcionários do governo apontará o sucessor do rei. Poudel, que também é vice-premiê, informou que participaria da reunião do conselho, que é um órgão constitucional.

O irmão do rei, o príncipe Gyanendra, não se encontrava na capital no momento do massacre. Seu retorno era considerado iminente por fontes palacianas. Segundo o diário "Nepali Times", outro membro da família real foi gravemente ferido.

Veja a lista de mortos da família real:

- Rei Birendra Bir Bikram Shah Dev
- Rainha Aishwarya Rajya Laxmi Devi Shah
- Príncipe herdeiro Dipendra Bir Bikram Shah Dev
- Príncipe Nirajan Bir Bikram Shah Dev (filho mais novo do rei Birendra e da rainha Aishwarya)
- Princesa Shruti Rana (filha do rei Birendra e da rainha Aishwarya)
- Princesa Sharada Shaha (irmã do rei Birendra)
- Kumar Khadga Bikram Shah (marido de Sharada Shaha)
- Princesa Shanti Singh (irmã do rei Birendra)
- Princesa Jayanti Shah (prima do rei Birendra)

Três outros mortos no ataque ainda não foram identificados.

Guerrilha
O rei Birendra governou o Nepal desde que chegou ao trono, em 1972, mas, em 1990, um levante popular o obrigou a legalizar os partidos políticos e a aceitar um sistema parlamentarista.

Segundo líderes oposicionistas, mais de 50 pessoas foram mortas pela polícia durante o levante, que também incluiu uma greve geral.

O Nepal é um dos países mais pobres do mundo. Desde 1996, uma guerrilha maoísta atua no país com o objetivo de destituir a monarquia constitucional.

No início de abril deste ano, dois atentados realizados por esse grupo deixaram ao menos 79 mortos, incluindo 61 policiais, no oeste do país. Nos últimos cinco anos, a "guerra popular" maoísta provocou ao menos 1.600 mortes.

A guerrilha, que diz lutar contra os proprietários de terras e a corrupção, contava com apenas algumas centenas de membros em 1996. Atualmente, ela dispõe de cerca de 25 mil pessoas. A população total do país é de cerca de 22 milhões de habitantes.

Em 16 de abril último, mais de 130 pessoas foram presas em Katmandu após um protesto contra o premiê Girija Prasad Koirala.
 

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