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11/06/2001 - 15h18

Saiba mais sobre o terrorista de Oklahoma

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da France Presse, em Terre Haute, Indiana (EUA)

Timothy McVeigh, executado hoje aos 33 anos de idade, devido ao atentado terrorista em Oklahoma que deixou 168 mortos, não tem em sua história nem em seu comportamento de soldado modelo algo que explique o que o levou a cometer o atentado, do qual nunca se arrependeu.

A única vez que lamentou as mortes, 24 horas antes de sua execução, ainda acreditava que o crime havia sido útil para acalmar o governo federal. Segundo McVeigh, a "besta" _como o chamava_ ameaçava cada vez mais a liberdade dos cidadãos.

AP - 31.jan.1996
Timothy McVeigh, condenado à morte pelo atentado em Oklahoma
"Fiz isso pelo bem comum", disse ao autor de sua biografia, que acaba de ser lançada nos Estados Unidos. McVeigh estava convencido de ter agido como um "patriota" para levar seu país ao caminho certo, porque estaria se afastando de valores essenciais.

Todos que o conheceram dizem que McVeigh era inteligente, sociável, asseado, e se expressava com clareza. "Ninguém pode explicar por que fez o que fez", afirmou seu pai Bill McVeigh, depois que o viu pela última vez na prisão, dia 10 de abril passado. "Suas explicações não têm para mim nenhum sentido."

Nascido no dia 23 de abril de 1968, em Padlenton, zona rural perto da fronteira canadense, cresceu junto de duas irmãs. Os pais se divorciaram quando McVeigh tinha 16 anos. O pai era um operário da indústria automotiva dedicado à família.

Na adolescência, McVeigh admirava armas, gostava de dirigir velozmente e se interessava por teses dos grupos antifederalistas que armazenavam mantimentos e armas persuadidos de que o governo federal atentava contra suas liberdades.

Mais tarde, McVeigh entrou no Exército, onde conheceu, na base de Fort Benning (Georgia), Terry Nichols, um amigo com quem fabricou a bomba que colocou no prédio federal de Oklahoma City, e com quem compartilhava a mesma desconfiança para com o governo federal.

Foi um soldado modelo, meticuloso e tenaz, que rapidamente ascendeu à patente de sargento, e que conheceu um breve momento de glória na Guerra do Golfo, quando sua valentia foi recompensada com uma medalha de bronze.

Quis tornar-se um boina verde (tropa de elite do Exército especializada no combate à guerrilha), mas fracassou nas provas de seleção, algo que, segundo as pessoas ligadas a ele, precipitou sua queda.

McVeigh saiu então do Exército e percorreu o país de norte a sul, vendendo armas em feiras, hospedando-se com frequência na casa de seu pai, de Nichols e de outro amigo, Michael Fortier.

Três acontecimentos o convenceram da necessidade de agir contra as autoridades federais: o ataque do FBI contra um grupo antifederalista em Ruby Ridge (agosto 92, três mortos), o ataque de Waco (abril de 1993, que deixou 90 mortos na fazenda da seita davidiana liderada por David Koresh) e a aprovação da lei Brady sobre controle de armas de fogo (novembro de 1993).

A preparação do atentado para vingar Waco levou sete meses e custou US$ 5.000. Ele fabricou a bomba de duas toneladas com Nichols, mas a levou sozinho até Oklahoma City ativando o dispositivo que fez explodir o prédio.

McVeigh queria que sua execução fosse transmitida pela televisão, o que o procurador geral não permitiu.
 

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