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02/12/2007 - 09h11

Venezuelanos decidem neste domingo sobre reforma constitucional

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da Folha Online

As mesas de votação na Venezuela foram abertas neste domingo às 8h (em Brasília), para a realização do referendo no qual cerca de 16 milhões de eleitores irão decidir sobre a reforma constitucional promovida pelo presidente do país, Hugo Chávez, que propõe a instauração de um regime socialista em seu país e o aumento dos poderes do presidente.

Filas de pessoas já se formavam desde a madrugada diante dos locais de votação, que deverão permanecer abertos até as 18h (em Brasília) --mas quem estiver nas filas poderá votar mesmo após esse horário. Desde as 4h (6h em Brasília) veículos equipados com alto-falantes circulavam pelas ruas de Caracas tocando marchas militares para incentivar as pessoas a comparecerem à votação.

O referendo decidirá a aprovação ou não da reforma de 69 dos 350 artigos da Constituição de 1999. Os venezuelanos votarão em dois blocos, o primeiro integrado por 33 artigos propostos por Chávez, e o segundo pelos 36 acrescidos pela Assembléia Nacional, que sancionou a reforma há precisamente um mês.

Entre as propostas de reforma estão, além da reeleição indefinida, o aumento das atribuições do Executivo, como o poder de criar novas unidades territoriais, e a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais.

O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela informou que irá divulgar o primeiro boletim com resultados parciais da apuração cerca de três horas depois que forem fechados os centros de votação e que, antes disso, a imprensa não poderá divulgar pesquisas de boca-de-urna nem projeções de resultados.

Chávez disse ontem que também a imprensa estrangeira está proibida de divulgar projeções de resultados. "Não queremos ter de expulsar nenhum de vocês", disse, em uma entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros.

As pesquisas prevêem um resultado apertado, levando Chávez a encerrar sua campanha na sexta-feira (30) com um discurso de encerramento em que fez ameaças. Ele, por exemplo, ameaçou parar de exportar para os EUA a partir de segunda-feira (3) 1,5 milhão de barris de petróleo diários, caso seja executada a suposta "Operação Tenazes" (ação que teria sido idealizada pela CIA para gerar violência em território venezuelano antes da divulgação do resultado do referendo).

O encerramento da campanha contra as reformas na quinta-feira (29) foi dominado pelos dirigentes dos estudantes universitários, que se manifestam nas ruas das cidades venezuelanas desde a não renovação da concessão do único canal opositor de alcance nacional no sinal aberto, a RCTV, em maio passado.

A campanha em favor das reformas foi feita pelo próprio Chávez, que multiplicou suas aparições de rua nos últimos dias, passou a fazer discursos públicos várias vezes por dia e até três apresentações em um programa de no canal oficial de TV.

A reforma, junto com o poder para legislar por decreto sobre certos temas que Chávez recebeu com sua reeleição em dezembro passado, seria o marco jurídico para instaurar o socialismo no país.

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