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05/02/2008 - 14h05

Rebeldes chadianos aceitam trégua pedida por mediadores

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da Efe
da Folha Online

Os rebeldes chadianos aceitaram nesta terça-feira uma trégua unilateral pedida por um grupo de mediadores de Burkina Fasso e Líbia. A trégua acontece enquanto mais de 30 mil habitantes de Ndjamena (capital do Chade) abandonam a cidade, e alguns encontram-se feridos em hospitais da cidade e na cidade de Kuseri, no país vizinho Camarões.

O porta-voz do Comando Militar Único (grupo formado por três milícias rebeldes), Abderamane Koulamallah, confirmou o cessar-fogo proposto.

"Blaise Compaoré (presidente de Burkina Fasso) e Muammar al Kadafi (dirigente líbio) propuseram o cessar-fogo e nós o aceitamos", disse Koulamallah.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha deu um balanço de mais de mil feridos, mas sem confirmar o número de mortos.

Mais de 120 feridos civis foram atendidos nesta terça em N'djamena, e mais de 60 estão internados no hospital geral.

As famílias chadianas lotaram segunda-feira à noite as ruas de Kuseri, que se transformou no principal abrigo dos refugiados.

No sábado (2) à tarde, chegaram à Kuseri cerca de 600 refugiados; no domingo (3) ao meio-dia, três mil. À noite, o número já tinha subido para oito mil.

Medrano afirmou que a Cruz Vermelha camaronesa deslocou cerca de 60 voluntários, que estão prestando ajuda aos refugiados que chegam.

Abderamane Koulamallah, porta-voz do Comando Militar Único (CMU), disse por telefone que a trégua foi proposta por mediadores da Líbia e de Burkina Fasso, e que foi aceita pelos insurgentes.

"Blaise Compaoré, presidente de Burkina Fasso, e o chefe de Estado líbio, Muammar al Kadafi, propuseram o cessar-fogo e nós aceitamos", disse Koulamallah.

A decisão do CMU foi tomada de forma unilateral, já que, segundo o porta-voz, os rebeldes desconhecem a posição do Governo chadiano.

 

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