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21/05/2008 - 13h11

China concentra esforços para ajudar desabrigados; mortos passam de 41 mil

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da Folha Online

Nove dias depois do terremoto que deixou mais de 41,3 mil mortos na China, o país concentra seus esforços nos cerca de 5 milhões de desabrigados que sobreviveram e estão em condições precárias, sob chuva e expostos ao risco de epidemias.

Nesta quarta-feira, todo o país viveu o terceiro e último dia de luto em homenagem às vítimas do terremoto. Em respeito às vítimas, o governo tibetano no exílio pediu a interrupção dos protestos contra o poder chinês, semanas antes da retomada em junho do diálogo entre chineses e tibetanos.

Arte Folha Online

"Para expressar nossa solidariedade com este grande desastre natural que assolou a China, os tibetanos em todo o mundo devem interromper as manifestações diante das embaixadas chinesas nos respectivos países onde vivem", disse o porta-voz do governo tibetano em exílio, Thubten Samphel.

O texto do governo tibetano no exílio pede aos manifestantes que interrompam suas atividades "ao menos até o final do mês de maio" e que "escrevam uma carta ou enviem mensagens explicando que atuam dessa forma em solidariedade às vítimas do terremoto".

Mortos

Segundo o último balanço oficial, 41.353 pessoas morreram no tremor, 274.683 pessoas ficaram feridas e outras 32.666 continuam desaparecidas. Ontem (20), o último balanço divulgado dizia que os mortos eram 40.075. Somente na Província de Sichuan, 40.854 pessoas morreram e outras 263.395 ficaram feridas.

De acordo com o Exército da Libertação Nacional, equipes de resgate retiraram 396.811 pessoas nas áreas atingidas pelo terremoto para zonas mais seguras, incluindo 6.452 sobreviventes que foram retirados dos escombros.

O Ministério da Saúde disse que 3.424 pessoas, feridas no terremoto, morreram no hospital. Ao todo, os hospitais atenderam 59.394 pessoas feridas desde o último dia 12 de maio. Até ontem à noite, 30.289 se recuperaram e deixaram as instalações enquanto 25.681 outras ainda recebiam tratamento.

Buscas

A busca por possíveis sobreviventes sob os escombros continuava nesta quarta-feira e uma mulher foi resgatada com vida após passar nove dias presa no interior de um túnel de uma usina hidrelétrica. Nesta terça-feira (20), outras duas pessoas também foram salvas dos escombros.

No entanto, agora as chances de encontrar sobreviventes são ínfimas e as equipes de socorro estrangeiras começam a deixar o país para dar lugar às equipes médicas.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ordenou o envio de 40 mil tendas até o final de maio e de outras 900 mil em junho, somadas às 280 mil que já foram distribuídas em Sichuan, a Província do sudoeste da China mais afetada pelo terremoto de 12 de maio.

Precisa-se também com urgência de lonas e plásticos para proteger os sobreviventes das chuvas que começam a cair na região.

Riscos

Em Beichuan, um jornalista do jornal "China Daily" informou que o cheiro de cadáveres tomava conta da cidade, invadida por nuvens de moscas e mosquitos que geram o medo de que novas doenças se alastrem, apesar de até o momento nenhuma epidemia ter sido registrada.

No entanto, o risco de doenças é real devido à concentração de centenas de milhares de refugiados em abrigos improvisados, sem água corrente e necessidades básicas. Os responsáveis pela saúde pública temem o surgimento de epidemias de diarréia, hepatite A e cólera.

Aproximadamente 3.500 especialistas em inspeção sanitária e prevenção de doenças serão enviados à região, segundo anunciou o Ministério da Saúde.

Por precaução, o Ministério de Proteção ao Meio Ambiente publicou uma circular aconselhando as pessoas a não beberem água acessível em edifícios em ruínas, nem de poços e rios, que poderiam estar contaminadas.

Escolas

Também nesta quarta-feira, as autoridades chinesas informaram que as escolas destruídas pelo terremoto serão reconstruídas, 4.500 delas na Província de Sichuan.

Em visita ao município de Chongqing, um dos devastados pelo tremor, He Guoqiang, um funcionário de alto escalão do Partido Comunista da China, pediu que os responsáveis pela reconstrução das escolas tenham muita atenção à qualidade das obras, para que elas sejam resistentes a terremotos.

Os responsáveis chineses se comprometeram a investigar as causas do desmoronamento generalizado das escolas, em função das críticas dos pais que perderam seus filhos.

As famílias das vítimas afirmam que a as corrupção local foi responsável pela qualidade dos materiais usados nos prédios que caíram.

Com France Presse, Xinhua e Efe

 

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