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28/09/2008 - 09h06

Finlândia faz cerimônias em memória a vítimas de massacre em escola

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da Associated Press, em Helsinki
colaboração para a Folha Online

Neste domingo, diversas igrejas na Finlândia realizaram cerimônias em memória das vítimas de um massacre em uma escola na qual um homem abriu fogo e matou nove estudantes e um professor antes de tentar suicídio na terça-feira (25).

O presidente Tarja Halonen e membros do governo participaram da cerimônia na cidade de Kauhajoki, transmitida ao vivo pela rádio e pela televisão nacional.

Centenas de pessoas lotaram a igreja. Do lado de fora, bandeiras foram colocadas a meio mastro. Igrejas de todo o país realizaram cerimônias neste domingo pelas vítimas do segundo tiroteio em uma escola, em menos de um ano.

"Tristeza é o sentimento de todos nós. é hora de uma séria reflexão interior", disse o bispo Simo Peura, que liderou o cerimonial em Kauhajoki, a 290 quilômetros ao nordeste de Helsinki. "Deveríamos estar fazendo alguma coisa completamente diferente? Que tipo de sociedade nós estamos construindo?", questionou.

O ataque foi realizado por um aluno, Matti Juhani Saari, 22, que efetuou disparos e depois ateou fogo em uma sala. Como parte dos corpos foi carbonizada, os peritos tiveram que realizar testes de arcada dentária e de DNA.

Reuters
Cena do vídeo publicado por Saari no YouTube no qual ele atira
Cena de um dos vídeos publicados por Matti Juhani Saari no YouTube, no qual ele atira e indica desejo de matar

Saari invadiu a escola armado por volta das 11h (5h de Brasília) de terça-feira. Ele foi a uma sala onde um grupo de jovens realizava uma prova e abriu fogo. Conforme a investigação da polícia, depois de atirar nas vítimas --nove alunos e um professor-- com a pistola calibre 22, Saari colocou fogo na sala. Na seqüência, atirou contra a própria cabeça.

Em novembro, um estudante atirou e matou oito pessoas e depois se matou em um colégio no sudeste da Finlândia.

Políticos, assistentes sociais e líderes religiosos pediram por leis mais rígidas sobre o porte de armas --permitido a partir dos 15 anos-- e mais vigilância nos sites da Internet --Saari colocou vídeos no Youtube indicando o massacre. Eles pedem também por maior trabalho social no país que tem altos índices de suicídio, alcoolismo e violência doméstica.

O primeiro-ministro Matti Vanhanen afirmou que o governo decidirá sobre as medidas para restringir o acesso às armas na nação em que 1,6 milhões de 5,3 milhões têm armas de fogo em casa. A Finlândia está entre as cinco nações mais armadas do mundo.

Depois do massacre anterior, em novembro, o governo pediu que a idade mínima para o porte de armas fosse aumentada para 18 anos.

Pânico

Durante a quinta-feira, escolas de ao menos seis localidades receberam ameaças de ataques, e várias chegaram a ser esvaziadas, por precaução. Jovens foram detidos. A situação piorou após moradores da região de Kauhajoki, com 14 mil habitantes, terem recebido recados SMS anônimos com dizeres sobre 'algo prestes a acontecer' --a autenticidade das ameaças ainda não foi confirmada.

"Eu não tenho uma resposta de porque isso aconteceu. [O massacre] vai continuar nos afetando por um longo período", disse o prefeito, Antti Rantakokko.

Um concerto de rock na noite deste sábado, planejado antes do tiroteio de terça-feira, atraiu centenas de jovens ao local. "Nós ficamos em dúvida se cancelávamos ou não", disse Pekka Soini, organizadora do evento. "Mas a vida precisa continuar e a melhor coisa dos jovens é que eles continuam ativos", completou.

 

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