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30/12/2008 - 20h17

Marinha de Israel impede barco com material médico de chegar a Gaza

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da Folha Online

Uma lancha da Marinha de Israel impediu nesta terça-feira a entrada de um barco com militantes pró-palestinos que tentava romper o bloqueio imposto à faixa de Gaza com ajuda humanitária, informou a rádio militar israelense.

Veja cobertura completa sobre o conflito em Gaza

O Dignity havia sido fretado pela ONG Free Gaza Movement para levar ajuda médica a Gaza. Os organizadores da travessia confirmaram o choque com a lancha israelense, mas afirmaram que os danos sofridos pelo Dignity não impedem a navegação.

O bloqueio a Gaza foi intensificado desde o início dos bombardeios israelenses sobre a região no sábado. O objetivo declarado do governo de Israel é destruir a capacidade militar do grupo extremista Hamas. Segundo levantamento de agências internacionais, o número de palestinos mortos ultrapassou 370 e há ao menos 1.700 feridos. Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --com o lançamento de foguetes-- do Hamas a uma trégua de seis meses que acabou oficialmente no último dia 19.

O isolamento de Gaza aumentou depois que os bombardeios atingiram um conjunto de túneis que permitiam a passagem de pessoas e mercadorias na fronteira entre Gaza e o Egito. Israel alega que o cerco é necessário para evitar o fornecimento de armas ao Hamas.

Ninguém ficou ferido, mas os dois barcos sofreram avarias. Em seguida, a embarcação dos militantes pró-palestinos voltou para alto-mar.

A bordo do Dignity viajavam, entre outros, Cynthia McKinney, ex-congressista americana e candidata do Partido Verde à presidência, e Sami al-Hajj, jornalista do canal Al Jazeera que esteve detido em Guantánamo.
Paul Larudee, um dos fundadores do Free Gaza Movement, disse que o barco foi cercado a 70 km da costa israelense, em águas internacionais, e a 135 km do destino, em Gaza.

O Dignity, que fez cinco viagens a Gaza desde agosto, apesar do bloqueio israelense, transportava de três a quatro toneladas de material médico.

A embarcação seguiu para um porto libanês após o choque e foi recebida com palmas e sinais de vitória por um grupo de pessoas que estavam no local, incluindo pescadores.

Com France Presse e Associated Press

 

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