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13/02/2003 - 22h22

Prefeito de Nova York pede à população que não entre em pânico

da Folha Online

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, pediu hoje à população da cidade que não entre em pânico, uma semana após o Ministério da Segurança Interna ter aumentado o nível de alerta no país de "amarelo" para "laranja" (muito elevado).

A ameaça de terrorismo é "uma triste realidade", declarou Bloomberg em uma entrevista coletiva, lembrando que Nova York sempre será um possível alvo de atentados. "Não podemos permitir que o terror nos paralise (...) Simplesmente não permitiremos que isto aconteça", disse Bloomberg.

A preocupação a respeito da possibilidade de um ataque terrorista nos Estados Unidos cresceu hoje e muitos norte-americanos saíram para comprar máscaras de gás e trajes de proteção.

"Comecei a entrar em pânico", disse Julie McKenna, de Atlanta, que comprou diversos rolos de fita adesiva isolante e 54,5 litros de água nesta semana.

A fita adesiva consta das 13 páginas de instruções publicadas no site da Casa Branca sobre preparativos para um ataque. A fita, grossa e com alto poder de adesão, serve para grudar o plástico a fim de selar um ambiente temporariamente contra agentes químicos ou gás.

Última hora

Alguns nova-iorquinos também estão tomando precauções de última hora, mesmo com a cidade em alto estado de alerta desde os ataques com aviões que destruíram o World Trade Center, há 17 meses.

A presença da polícia foi reforçada em hotéis, prédios de apartamentos, no metrô, ônibus, pontes, túneis e monumentos.

Donos de duas lojas de Manhattan disseram que venderam muitos trajes de proteção contra agentes químicos nesta semana.

Na loja Counter Spy, um vendedor mostrou algumas máscaras antigás e vendeu um traje de US$ 300 para um cliente. Enquanto falava, um novo carregamento de trajes foi entregue.

"É ridículo que tenhamos que fazer isso", disse o cliente John Callea, 28. "Mas é preciso tomar precauções, eu acho. Podem ser os US$ 300 mais bem gastos na vida. Estamos exagerando? Eu não sei".

Na Grand Central Station, principal estação de trens de Nova York, alguns passageiros disseram que a perspectiva de novos ataques na cidade provoca ansiedade.

Sally Severin disse que se mudou do Reino Unido para Nova York há muitos anos, feliz por ter deixado a violência da Irlanda do Norte.

"Quando me mudei para cá, oito anos atrás, as pessoas me perguntavam o que me atraía em Nova York. Naquela época eu dizia que era a segurança. Agora mudou", disse.

Com agências internacionais

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