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24/02/2003
-
17h14
O Vaticano se pronunciou hoje novamente contra a guerra no Iraque e reiterou o apelo do papa João Paulo 2º para que os católicos de todo o mundo dediquem o dia 5 de março, quarta-feira de cinzas, à oração e a um jejum pela paz no mundo, o Vaticano.
"Uma guerra de agressão constituiria um crime contra a paz", declarou nesta segunda-feira em Roma Jean-Louis Tauran, ministro das Relações Exteriores da Santa Sé.
"Apenas o Conselho de Segurança da ONU tem o poder de decidir uma intervenção armada de legítima defesa, que pressupõe a existência de uma agressão prévia", disse o responsável pela diplomacia do Vaticano, que se uniu ao coro de autoridades da Igreja que pedem paz.
A advertência de Tauran foi feita depois do papa ter denunciado ontem, durante o "Angelus" celebrado na Praça de São Pedro e transmitido para vários países do mundo, "a lógica da guerra e do terrorismo".
"Jamais, jamais, jamais o futuro da humanidade pode ser garantido pelo terrorismo e a lógica da guerra", disse o papa.
O convite para um jejum mundial contra a intervenção militar no Iraque foi aceito por diversos religiosos e laicos italianos, que aderiram hoje publicamente à iniciativa do papa.
O presidente do Partido Verde, Alfonso Pecoraro Scanio, ateu, anunciou que vai se unir aos católicos de todo o mundo nesse dia de jejum e pediu à frente de oposição de esquerda, El Olivo, em boa parte formada por ex-comunistas, que apóie o jejum do dia 5 de março.
É importante unir forças laicas e católicas contra a loucura da guerra", afirmou o dirigente político, que espera repetir o sucesso mundial obtido durante a manifestação pela paz de 15 de fevereiro, que mobilizou mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.
A adesão à batalha "espiritual" do papa, artífice durante as últimas semanas de uma série de importantes contatos políticos com todos os personagens do conflito para tentar evitar a guerra, conta com o apoio da comunidade judaica italiana.
"É uma mensagem notável e interessante", afirmou o presidente da União das Comunidades Judaicas Italianas, Amos Luzzatto.
Nesta segunda-feira, os Estados Unidos, apoiados pelo Reino Unido e Espanha, apresentarão um segundo projeto de resolução sobre o Iraque, anunciaram fontes diplomáticas da ONU.
O projeto de resolução afirma que "o Iraque não aproveitou a última oportunidade oferecida pela resolução 1441" do ano de 2002, segundo uma cópia do texto obtida pela France Presse.
Por outro lado, um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, falou de uma votação para meados de março. França, Rússia e China, que têm direito de veto no Conselho de Segurança, são contrárias a uma segunda resolução.
No momento, Tauran descarta a possibilidade do envio de um mensageiro do papa para conversar com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
Especial
Saiba mais sobre a crise EUA-Iraque
Papa pede jejum mundial pela paz na quarta-feira de cinzas
da France Presse, na Cidade do VaticanoO Vaticano se pronunciou hoje novamente contra a guerra no Iraque e reiterou o apelo do papa João Paulo 2º para que os católicos de todo o mundo dediquem o dia 5 de março, quarta-feira de cinzas, à oração e a um jejum pela paz no mundo, o Vaticano.
"Uma guerra de agressão constituiria um crime contra a paz", declarou nesta segunda-feira em Roma Jean-Louis Tauran, ministro das Relações Exteriores da Santa Sé.
"Apenas o Conselho de Segurança da ONU tem o poder de decidir uma intervenção armada de legítima defesa, que pressupõe a existência de uma agressão prévia", disse o responsável pela diplomacia do Vaticano, que se uniu ao coro de autoridades da Igreja que pedem paz.
A advertência de Tauran foi feita depois do papa ter denunciado ontem, durante o "Angelus" celebrado na Praça de São Pedro e transmitido para vários países do mundo, "a lógica da guerra e do terrorismo".
"Jamais, jamais, jamais o futuro da humanidade pode ser garantido pelo terrorismo e a lógica da guerra", disse o papa.
O convite para um jejum mundial contra a intervenção militar no Iraque foi aceito por diversos religiosos e laicos italianos, que aderiram hoje publicamente à iniciativa do papa.
O presidente do Partido Verde, Alfonso Pecoraro Scanio, ateu, anunciou que vai se unir aos católicos de todo o mundo nesse dia de jejum e pediu à frente de oposição de esquerda, El Olivo, em boa parte formada por ex-comunistas, que apóie o jejum do dia 5 de março.
É importante unir forças laicas e católicas contra a loucura da guerra", afirmou o dirigente político, que espera repetir o sucesso mundial obtido durante a manifestação pela paz de 15 de fevereiro, que mobilizou mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.
A adesão à batalha "espiritual" do papa, artífice durante as últimas semanas de uma série de importantes contatos políticos com todos os personagens do conflito para tentar evitar a guerra, conta com o apoio da comunidade judaica italiana.
"É uma mensagem notável e interessante", afirmou o presidente da União das Comunidades Judaicas Italianas, Amos Luzzatto.
Nesta segunda-feira, os Estados Unidos, apoiados pelo Reino Unido e Espanha, apresentarão um segundo projeto de resolução sobre o Iraque, anunciaram fontes diplomáticas da ONU.
O projeto de resolução afirma que "o Iraque não aproveitou a última oportunidade oferecida pela resolução 1441" do ano de 2002, segundo uma cópia do texto obtida pela France Presse.
Por outro lado, um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, falou de uma votação para meados de março. França, Rússia e China, que têm direito de veto no Conselho de Segurança, são contrárias a uma segunda resolução.
No momento, Tauran descarta a possibilidade do envio de um mensageiro do papa para conversar com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
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