Publicidade
Publicidade
18/03/2003
-
17h17
O sistema antimíssiles Patriot foi utilizado com êxito relativo na Guerra do Golfo, há 12 anos, mas agora os militares norte-americanos depositam grandes expectativas na nova versão.
Concebido para interceptar mísseis inimigos, o sistema mostrou suas limitações durante os ataques dos Scud (mísseis terra-terra) lançados pelo Iraque contra Israel e Arábia Saudita no começo de 1991.
Na Guerra do Golfo, Israel foi atacado com 39 Scud iraquianos. Apesar de o país ter instalado uma rede de rampas Patriot, registrou dois mortos e centenas de feridos.
Outras 28 pessoas morreram quando um Scud caiu sobre um prédio que abrigava tropas norte-americanas em Daharan, Arábia Saudita.
O Pentágono admitiu anos mais tarde que o percentual de êxito das interceptações tinha sido de 70% na Arábia Saudita e de apenas 40% em Israel.
Os mísseis Patriot de primeira geração utilizados durante a Guerra do Golfo foram substituídos depois pelos Patriot PAC-2, mais eficientes que seus predecessores.
Uma bateria do PAC-2 é composta de oito lança-mísseis montados sobre caminhões-reboque com quatro rampas cada um, um radar também móvel e uma estação de controle instalada a bordo de um caminhão.
Alertado por satélite no momento em que é lançado um míssil inimigo, o radar da bateria detecta e identifica instantaneamente o alvo e transmite suas coordenadas telemétricas à estação de controle, onde é calculado em computador o ponto de impacto e o momento preciso em que deve ser disparado o míssil Patriot.
Com uma carga explosiva de 90 kg, o PAC-2 tem um alcance que varia entre 70 e 150 km.
O Patriot PAC-3, em desenvolvimento desde os anos 90, provavelmente substituirá o PAC-2 nos próximos anos.
Mais fino de diâmetro (25 cm contra 40 cm do anterior) e mais leve (312 kg contra 900), o novo modelo se baseia na tecnologia "hit to Kill" (destruição por impacto direto).
O choque contra o alvo inimigo provoca a destruição total do projétil. As baterias de lança-mísseis PAC-3 possuem de oito a 16 mísseis contra os quatro dos atuais PAC-2.
Leia mais
Conheça o avião de guerra "invisível" B-2
Mísseis Tomahawk podem ser lançados de navios
Porta-aviões são símbolo do poderio dos EUA
Conheça as bombas de fragmentação dos EUA
Especial
Saiba mais sobre a crise EUA-Iraque
Saiba mais sobre o sistema antimíssil Patriot
da France Presse, em WashingtonO sistema antimíssiles Patriot foi utilizado com êxito relativo na Guerra do Golfo, há 12 anos, mas agora os militares norte-americanos depositam grandes expectativas na nova versão.
Concebido para interceptar mísseis inimigos, o sistema mostrou suas limitações durante os ataques dos Scud (mísseis terra-terra) lançados pelo Iraque contra Israel e Arábia Saudita no começo de 1991.
Na Guerra do Golfo, Israel foi atacado com 39 Scud iraquianos. Apesar de o país ter instalado uma rede de rampas Patriot, registrou dois mortos e centenas de feridos.
Outras 28 pessoas morreram quando um Scud caiu sobre um prédio que abrigava tropas norte-americanas em Daharan, Arábia Saudita.
O Pentágono admitiu anos mais tarde que o percentual de êxito das interceptações tinha sido de 70% na Arábia Saudita e de apenas 40% em Israel.
Os mísseis Patriot de primeira geração utilizados durante a Guerra do Golfo foram substituídos depois pelos Patriot PAC-2, mais eficientes que seus predecessores.
Uma bateria do PAC-2 é composta de oito lança-mísseis montados sobre caminhões-reboque com quatro rampas cada um, um radar também móvel e uma estação de controle instalada a bordo de um caminhão.
Alertado por satélite no momento em que é lançado um míssil inimigo, o radar da bateria detecta e identifica instantaneamente o alvo e transmite suas coordenadas telemétricas à estação de controle, onde é calculado em computador o ponto de impacto e o momento preciso em que deve ser disparado o míssil Patriot.
Com uma carga explosiva de 90 kg, o PAC-2 tem um alcance que varia entre 70 e 150 km.
O Patriot PAC-3, em desenvolvimento desde os anos 90, provavelmente substituirá o PAC-2 nos próximos anos.
Mais fino de diâmetro (25 cm contra 40 cm do anterior) e mais leve (312 kg contra 900), o novo modelo se baseia na tecnologia "hit to Kill" (destruição por impacto direto).
O choque contra o alvo inimigo provoca a destruição total do projétil. As baterias de lança-mísseis PAC-3 possuem de oito a 16 mísseis contra os quatro dos atuais PAC-2.
Leia mais
Especial
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Alvo de piadas, Barron Trump se adapta à vida de filho do presidente
- Facções terroristas recrutam jovens em campos de refugiados
- Trabalhadores impulsionam oposição do setor de tecnologia a Donald Trump
- Atentado contra Suprema Corte do Afeganistão mata 19 e fere 41
- Regime sírio enforcou até 13 mil oponentes em prisão, diz ONG
+ Comentadas
- Parlamento de Israel regulariza assentamentos ilegais na Cisjordânia
- Após difamação por foto com Merkel, refugiado sírio processa Facebook
+ EnviadasÍndice





