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07/05/2003
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12h54
O principal complexo nuclear iraquiano de Tuwaitha, ao sul de Bagdá, onde os especialistas acreditam que haveria elementos radiativos que podem ser utilizados para fabricar "bombas sujas", continua sendo saqueado por grupos de jovens iraquianos, que desenterram tubos, placas metálicas e geradores.
"Por que os americanos deixam essa gente entrar?", questionou Bilal Abdalah, 31, que antes da guerra trabalhava no local, visitado regularmente pelos inspetores da ONU (Organização das Nações Unidas), em busca de supostas armas de destruição em massa em poder do regime de Saddam Hussein.
O complexo, que contava com urânio natural e pouco enriquecido, foi submetido a saques há vários dias.
Os jovens levam tudo o que podem do lugar, desenterrando tubulações, placas metálicas e geradores.
Morte
Ali Ghanem, um motorista, conta que três pessoas morreram na semana passada no povoado, contaminadas por um objeto roubado em uma instalação nuclear.
"Foram enterradas junto com o objeto no povoado vizinho de Wardiyah", disse.
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) declarou que teme as consequências de possíveis roubos de materiais radiativos no local.
"Não o consideramos necessariamente um problema de proliferação nuclear, mas um problema de saúde, de segurança e de contaminação do ambiente", declarou na segunda-feira (5) o porta-voz da AIEA, Mark Gwozdecky.
A AIEA pediu aos Estados Unidos que permitam o acesso de seus inspetores ao local, com o objetivo de verificar que tipo de material foi roubado, mas o pedido ainda não foi atendido.
Melissa Fleming, porta-voz da AIEA, disse que havia "toneladas" de urânio natural em Al Tuwaitha, mas que o material radiativo não servia para fabricar "bombas sujas".
Especial
Saiba tudo sobre a guerra no Iraque
Saqueadores invadem complexo nuclear iraquiano
da France Presse, em Al Tuwaitha (Iraque)O principal complexo nuclear iraquiano de Tuwaitha, ao sul de Bagdá, onde os especialistas acreditam que haveria elementos radiativos que podem ser utilizados para fabricar "bombas sujas", continua sendo saqueado por grupos de jovens iraquianos, que desenterram tubos, placas metálicas e geradores.
"Por que os americanos deixam essa gente entrar?", questionou Bilal Abdalah, 31, que antes da guerra trabalhava no local, visitado regularmente pelos inspetores da ONU (Organização das Nações Unidas), em busca de supostas armas de destruição em massa em poder do regime de Saddam Hussein.
O complexo, que contava com urânio natural e pouco enriquecido, foi submetido a saques há vários dias.
Os jovens levam tudo o que podem do lugar, desenterrando tubulações, placas metálicas e geradores.
Morte
Ali Ghanem, um motorista, conta que três pessoas morreram na semana passada no povoado, contaminadas por um objeto roubado em uma instalação nuclear.
"Foram enterradas junto com o objeto no povoado vizinho de Wardiyah", disse.
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) declarou que teme as consequências de possíveis roubos de materiais radiativos no local.
"Não o consideramos necessariamente um problema de proliferação nuclear, mas um problema de saúde, de segurança e de contaminação do ambiente", declarou na segunda-feira (5) o porta-voz da AIEA, Mark Gwozdecky.
A AIEA pediu aos Estados Unidos que permitam o acesso de seus inspetores ao local, com o objetivo de verificar que tipo de material foi roubado, mas o pedido ainda não foi atendido.
Melissa Fleming, porta-voz da AIEA, disse que havia "toneladas" de urânio natural em Al Tuwaitha, mas que o material radiativo não servia para fabricar "bombas sujas".
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