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22/05/2003 - 17h51

Estado dos EUA quer executar homem considerado deficiente mental

da Folha Online

O Estado da Virgínia planeja executar um homem apesar de relatórios estatais recentes sugerindo que ele tem problemas mentais e de uma decisão da Suprema Corte americana que proíbe a execução de pessoas mentalmente deficientes, informou a agência Associated Press

Carrie Cantrell, porta-voz do procurador geral da Virgínia, Jerry Kilgore, disse que testes anteriores feitos por especialistas indicados pelo próprio presidiário disseram que ele não é deficiente mental. Ela recusou-se a comentar as avaliações de saúde feitas pelo Departamento de Correções, que foram obtidas pela Associated Press.

A primeira avaliação, feita no dia 30 de abril, afirma que Percy L. Walton parece ser severamente deficiente mental.

Uma segunda avaliação, no dia 14 de maio, dizia que Walton era esquizofrênico e psicótico, com QI (quociente de inteligência) de 66 e e "não toma banho, fala sozinho de noite e durante o dia, e esmurra paredes". O relatório diz, porém, que Walton entendia que seria submetido à pena de morte no dia 28 de maio e "sabe que foi condenado por vários assassinatos".

Walton, 24, foi condenado à pena de morte por roubar e matar três vizinhos em um apartamento do condomínio de Danville em novembro de 1996.

Execuções

No ano passado, a Suprema Corte americana estabeleceu que executar deficientes mentais á inconstitucionalmente cruel. Uma pessoa com QI de 70 ou menor é geralmente considerada deficiente mental.

Walton disse ontem não saber por que escolheu a cadeira elétrica para ser executado, nem por que cometeu os crimes.

O Estado da Virgínia é o segundo dos EUA em número de execuções, após o Estado natal do presidente George W. Bush, o Texas. Walton seria o 89º presidiário a ser submetido à pena de morte na Virgínia desde que as execuções foram retomadas no Estado, após um hiato de 20 anos, em 1982.

Autoridades federais e estaduais em todos os Estados Unidos executaram mais de 850 presos desde que a Suprema Corte do País reinstalou a pena de morte em 1976.
 

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