Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
16/07/2003 - 12h44

São Tomé apresenta calma após golpe de Estado

da Agência Lusa, em Lisboa

Uma calma inusitada reina nas ruas da cidade de São Tomé, com um silêncio quase total interrompido a espaços por disparos isolados, depois do golpe de Estado protagonizado esta madrugada por um grupo de militares revoltosos.

Segundo o correspondente da Agência Lusa no local, as ruas da capital registam uma circulação muito reduzida, com a maioria das pessoas fechada em casa e apenas pequenos grupos e poucos automóveis a circular.

Militares são visíveis junto de alguns locais estratégicos, como as sedes das principais instituições do Estado, mas o ambiente é de calma e o silêncio é quase total, quebrado apenas por disparos esporádicos.

Às 3h (0h em Brasília), um grupo de militares revoltosos desencadeou uma tentativa de golpe de Estado, detendo a primeira-ministra, Maria das Neves, o presidente do Parlamento, Dionísio Dias, e os ministros da Defesa, Fernando Daquá, e dos Recursos Naturais e Infra-Estruturas, Rafael Branco.

Segundo o correspondente da Lusa, os governantes detidos foram encerrados num salão do quartel da capital são-tomense, em que os revoltosos instalaram o seu comando geral.

Presidente

O presidente são-tomense, Fradique de Menezes, está fora do país desde ontem, numa visita privada à Nigéria.

Segundo o chefe da diplomacia são-tomense, Mateus Meira Rita, o presidente está "seguindo atentamente e com muita preocupação" a evolução da situação no país.

O controle da televisão e da rádio foram assegurados desde logo pelos militares revoltosos, que também guardam o Banco Central e o Banco Internacional.

Depois de cerca de quatro horas de confusão quanto aos autores do golpe e seus objetivos, o líder dos revoltosos, o major Fernando Pereira, chefe do centro de Instrução Militar de São Tomé, auto-proclamou-se Comandante Geral do Exército através da Rádio Nacional.

Uma hora e meia depois, a Televisão Nacional retomou a sua emissão com a leitura de um comunicado da "Junta Militar de Salvação Nacional" em que os revoltosos declaram destituídos todos os órgãos de soberania, se comprometem a respeitar os princípios democráticos e pedem à comunidade internacional que não intervenha.

O governo português condenou de imediato o golpe de Estado em São Tomé, que considerou uma violação inaceitável do direito democrático, e convocou uma reunião de emergência do Conselho Permanente da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), para uma condenação conjunta do golpe.

Os cidadãos portugueses a residirem no arquipélago encontram-se todos bem e foram aconselhados a permanecer em casa até que a situação seja esclarecida.

Leia mais
  • Saiba mais sobre São Tomé e Príncipe
  • Brasil condena golpe militar em São Tomé e Príncipe
  • Nigéria condena golpe militar em São Tomé e Príncipe
  • Militares promovem golpe em São Tomé e Príncipe e prendem premiê
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página