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24/07/2003 - 15h56

Ex-amante revela intimidade de Lady Di em documentário

CATHERINE FAY DE LESTRAC
da France Presse, em Londres

O ex-amante de Diana, James Hewitt, revela detalhes íntimos sobre suas façanhas sexuais em um documentário que a televisão britânica exibirá hoje. No filme também são mostrados trechos de cartas de amor escritas pela princesa.

Com o título "Confessions of a cad" (Confissões de um cafajeste), o documentário que será exibido às 21h (17h de Brasília) pelo Channel Four, deve inicialmente servir para melhorar a imagem de Hewitt, 45, sensivelmente prejudicada por suas numerosas indiscrições.

AFP - 18.jun.1997
A princesa Diana, que morreu em um acidente de carro em 1997
"Fizeram este programa sobre mim porque sou um perfeito canalha e querem que eu pareça menos canalha", disse o ex-oficial de cavalaria.

No entanto, para o público britânico esta é apenas a nova tentativa de um gigolô de explorar uma relação que tem 15 anos e, de passagem, melhorar o estado de sua conta bancária.

O documentário, que filma o ex-oficial de cavalaria durante seis meses, mostra Hewitt tentando vender por 10 milhões de libras as cartas que a princesa lhe enviou durante os cinco anos, de 1987 a 1992, que durou sua história sentimental.

O advogado de Hewitt lê na presença do ex-oficial trechos de algumas cartas amorosas.

Hewitt faz no documentário comentários elogiosos sobre as façanhas sexuais da princesa Diana e sugere que fez um favor ao príncipe Charles, já que se ocupou de sua esposa enquanto este a enganava com Camilla Parker-Bowles.

"Cafajeste, canalha, lixo, traidor. Nenhuma palavra é bastante forte para descrever esta criatura repugnante", afirmou o ex-mordomo de Diana, Paul Burrell, em um artigo publicado pelo "Daily Mirror".

Biografia

Por outro lado, nada levava a crer que James Hewitt acabaria se tornando o "pária" que é atualmente: filho e neto de oficiais, foi educado em um seleto colégio onde se destacou tanto por seu talento de cavaleiro como por seus resultados escolares.

Quando deixou a prestigiada academia militar de Sandhurst, Hewitt entrou no seletíssimo regimento de cavalaria dos "Life Guards", encarregados da proteção da Rainha Elizabeth 2ª.

Em 1986, durante um jantar, conheceu Diana de Gales, que o contratou como monitor de equitação. Começa assim uma relação de cinco anos que seria, diz ele, "a história de amor mais bonita de nossas vidas".

Enquanto Hewitt participava da guerra do Golfo, a esposa do herdeiro da coroa britânica lhe enviou sessenta apaixonadas cartas de amor, que hoje Hewitt quer vender em um leilão.

Em 1992 Diana, seguindo as recomendações dos serviços de segurança, acabou com o relacionamento com Hewitt, com quem interrompeu qualquer contato.

Dois anos mais tarde, após ter deixado o Exército com a modesta patente de capitão, Hewitt colaborou na redação de um livro de Anne Pasternak, um relato de sua relação com Diana, que lhe proporcionou 300 mil libras (R$ 1,4 milhão, aproximadamente).

Desde então sofre a indiferença da alta sociedade e de seus colegas. Ele mora com sua mãe em uma casa do sul da Inglaterra, de onde continua tentando explorar o filão de Diana de Gales.

Em 1995, em uma famosa entrevista na televisão, Diana reconheceu pela primeira vez a relação com Hewitt, por quem disse ter estado apaixonada. "Eu o adorava, mas me decepcionei", afirmou a princesa.

Há pouco tempo Hewitt propôs ao príncipe Charles lhe devolver as famosas cartas de amor de Diana em troca de o herdeiro convidá-lo "a tomar chá para discutir o assunto de forma sensata".

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