Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
28/07/2003 - 16h11

Irmã de refém das Farc diz que Brasil sabia da operação de resgate

da France Presse, em Paris

Astrid Betancourt, irmã de Ingrid Betancourt, refém da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há 17 meses, afirmou que Paris tinha avisado as autoridades brasileiras da operação destinada a resgatar a ex-candidata presidencial colombiana, numa entrevista que sairá na edição de amanhã ao jornal francês ''Le Figaro''.

''Sei que o ministro [das Relações Exteriores Dominique de Villepin] tinha advertido as autoridades brasileiras'', declarou Astrid ao jornal.

''Da minha parte, pedi que as autoridades colombianas não fossem colocadas a par, já que isso poderia ser um obstáculo para a libertação de minha irmã'', acrescentou ela.

A notícia do envio de um avião militar francês ao Brasil para resgatar Ingrid Betancourt causou um grande tumulto na França porque a imprensa deu a entender que De Villepin agiu sozinho no caso, sem autorização do presidente Jacques Chirac e nem do premiê Jean-Pierre Raffarin.

A confusão aumentou quando as autoridades colombianas e brasileiras afirmaram que não tinham sido informadas da operação.

''Creio que no governo francês, como em qualquer outro governo, o ministro das Relações Exteriores pode tomar decisões que serão apoiadas mais tarde. Era uma questão de urgência'', afirmou Astrid.

Ela rejeita a tese de uma operação militar para libertar sua irmã. ''Pretender que o ministro das Relações Exteriores tivesse podido organizar uma operação de resgate militar para salvar Ingrid, é absurdo. Se nos opomos a uma intervenção das autoridades colombianas, apesar de conhecerem a região, por que íamos pedir à França que interviesse?'', questionou.

Dominique de Villepin justificou ontem a operação afirmando que se tratava de uma missão humanitária.

Especial
  • Leia mais sobre o conflito na Colômbia
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


    Voltar ao topo da página