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30/11/2009 - 13h56

EUA contrariam maioria e elogiam eleição em Honduras como "passo adiante"

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da Folha Online

Os Estados Unidos contrariaram a maioria da comunidade internacional --incluindo o Brasil-- e elogiaram nesta segunda-feira a eleição da véspera em Honduras como "um passo adiante" na crise política que atinge o país há cinco meses.

O país lidera na OEA (Organização dos Estados Americanos) um grupo minoritário que apoia a eleição deste domingo como a única saída viável para a crise após tantas tentativas frustradas de negociação.

"Ainda resta uma tarefa importante a frente de restaurar a ordem constitucional em Honduras, mas hoje o povo hondurenho deu um necessário e importante passo adiante", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, em comunicado divulgado nesta segunda-feira.

A participação na votação "parece ter superado a da última eleição presidencial", afirmou Kelly. "Isto demonstra que o povo hondurenho via a eleição como uma parte importante da solução à crise política em seu país".

Cautelosos, os EUA não reconheceram imediatamente a vitória do candidato do opositor Partido Nacional, Porfirio Lobo. Segundo dados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), com 61,89% dos votos contados, Lobo tinha 55,9% dos votos, contra 38,6% do rival Elvin Santos, do Partido Liberal --que reconheceu a derrota.

Contrariando a alegação dos zelayistas de que houve um grande boicote de 70% dos eleitores, o TSE afirmou que a participação chega a 61,3% (quase 10% a mais que em 2005).

A política oficial dos EUA até o momento é que se deve respeitar o Acordo de San José/Tegucigalpa --que implica na criação de um governo de união e em uma declaração do Congresso sobre a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya.

O governo Obama defende, contudo, que a eleição foi importante para restaurar a ordem democrática no país, embora ressalte que isto não é suficiente.

"Esperamos continuar trabalhando com todos os hondurenhos e convencer a outros na América a seguir a liderança do povo hondurenho para ajudar na reconciliação nacional", afirma o comunicado.

A reação, contudo, não foi tão positiva em outros países --que fizeram questão de declarar publicamente seu repúdio ao resultado da eleição.

Bolívia

O governo da Bolívia reiterou nesta segunda-feira sua posição e disse que não reconhecerá a vitória de Lobo.

O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, disse á imprensa que a posição do governo "foi desde o princípio contundente" no "rechaço ao governo golpista" de Roberto Micheletti e a suas ações.

"Não mudamos nossa posição de defesa da democracia e de rechaço absoluto ao golpismo e a qualquer de suas medidas [...] como a convocatória tão ilegal de eleições gerais".

Linera criticou ainda o trabalho do ex-presidente direitista boliviano Jorge Quiroga (2001-2002), que atuou de observador nas eleições como representante da OEA.

"Não é de se estranhar que um homem vinculado a um ex-ditador tenha ido correndo apoiar outro golpista", disse Linera, ao referir-se à época na qual Quiroga foi vice-presidente de Hugo Banzer --que dirigiu uma ditadura entre 1971 e 1978 e um governo constitucional entre 1997 e 2001.

Paraguai

O Paraguai também declarou publicamente nesta segunda-feira que não vai apoiar a eleição realizada em Honduras e voltou a repudiar a derrubada do presidente Manuel Zelaya.

"É impossível para o governo o reconhecimento dos resultados destas eleições nas condições em que foram realizadas", disse o ministro de Justiça e Trabalho, Humberto Blasco.

Blasco afirmou ainda que "o governo golpista imposto em Honduras deixou o estado de direito vulnerável e violentou as entidades democráticas e constitucionalmente instituídas através da expressão da vontade popular".

O governo paraguaio lamentou ainda que não os hondurenhos não tenham conseguido "uma saída dialogada e pacífica à crise hondurenha apesar das intenções da comunidade internacional".

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Filgueiras (94) 02/02/2010 17h52
Luciano Filgueiras (94) 02/02/2010 17h52
Sobre o comentário do nosso estimado Diplomata, dizendo ele, que o nosso país inspira o desarmamento mundial; apenas brinco: "Nosso Amorim é um gozador!... sem opinião
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sebastião chaves (9) 02/02/2010 15h19
sebastião chaves (9) 02/02/2010 15h19
como tem pirado escrevendo e enviando os seus comentários. os textos chegam ser manifestações de humorismo involuntário.
Peço àqueles que discordam das bobagens escritas, sejam condescentes com os pirados da silva.
Pai, perdoi, eles não sabem o que escrevem. Descansem em paz, pirados.
sem opinião
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John Reed (41) 02/02/2010 03h21
John Reed (41) 02/02/2010 03h21
A realidade é inexorável.
Ideologias fajutas não passam de blá-blá-blá porque são míopes para enxergar qualquer coisa. Mas certamente não querem ver nada porque acham que já pensaram em tudo. Aí quando a realidade contraria a 'verdade' ideológica as coisas começam a ficar violentas.
Já viu uma criança contrariada? Pois é. Parece que o brinquedo favorito do Coronel Presidente Hugo Chávez se recusa a funcionar como ele deseja. E isso acaba refletindo em alguns nesse fórum, que contrariados produzem textos violentos tanto no estilo quanto no conteúdo.
Uma política carioca, médica, disse (isso ninguém me contou), no ocaso dos países comunista pós Muro, que o ideal e modelo de país a ser seguido eram os da Albânia. Caramba! Isso tem 20 anos.
É pra dar medo: o que a crença em ideologias ou dogmas pode fazer com uma pessoa culta e inteligente. Como já disse, a realidade é desagradavelmente real para alguns.
2 opiniões
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