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01/12/2003 - 18h29

Colômbia lembra 10 anos da morte de Pablo Escobar

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da France Presse, em Bogotá (Colômbia)

A Colômbia lembra amanhã os dez anos da morte de Pablo Escobar (1949-93), o chefe do cartel de Medellín. Ele terminou sua carreira criminosa abatido no dia 2 de dezembro de 1993, quando tentava fugir da polícia, depois de ter construído um império sobre a cocaína, com o qual desestabilizou o Estado e a sociedade.

Para o bem ou para o mal, Escobar marcou toda uma era na Colômbia, deixando cicatrizes que ainda hoje são visíveis.

Calcula-se que seus métodos de violência provocaram a morte de mais de 4.000 pessoas. Menos evidente, mas igualmente importante, é a marca que deixou na sociedade e a mensagem do dinheiro fácil, da ostentação, de que a riqueza tudo pode.

Também foi legendária sua generosidade: deixou em Medellín um bairro de 500 casas, que leva seu nome, e no qual foram instaladas famílias que trabalhavam em sua maioria como recicladoras de lixo.

Tudo isso cria sensações ambíguas, embora tanto aqueles que o veneram como aqueles que o odeiam compartilhem por ele uma admiração pelo que conseguiu.

Carreira de delitos

Membro de uma família de sete irmãos, baixinho com tendência para a obesidade e com um grande bigode, Escobar recebeu os apelidos de "O Doutor" ou "O Patrão" à medida que ia ascendendo em sua carreira de delitos.

Uma carreira que começou como profanador de túmulos, ladrão de carros e assassino profissional, antes de Escobar ser apontado pela primeira vez como narcotraficante em 1976, quando foi detido com 39 quilos de cocaína.

No início da década de 80, os bairros pobres de Medellín aplaudem a simplicidade e a generosidade de Escobar, que chamam de "Robin Hood". Sua popularidade o fez se eleger congressista pelo Partido Liberal, o que lhe deu uma imunidade parlamentar ideal para o "rei da cocaína"

Escobar gozou de sua fortuna adquirindo apartamentos, mansões e fazendas, entre elas a mais famosa, a chamada "Nápoles", onde instalou um zoológico com animais trazidos de todas as partes do planeta (hoje ainda existem lá dois hipopótamos) e em cuja entrada, como um desafio, instalou o pequeno avião no qual realizou seu primeiro embarque de droga aos Estados Unidos.

Mudança

A vida relativamente livre mudou nos meados dos 80, quando suas ações ilegais foram denunciadas pelo ministro da justiça, Rodrigo Lara, e pelo jornal "El Espectador". Lara e o diretor do "El Espectador", Guillermo Cano, foram assassinados meses mais tarde.

Escobar é expulso da política e termina ameaçado com a possibilidade de ser extraditado para os Estados Unidos. Para evitar a extradição, levou a cabo uma campanha de ataques com bombas que provocou centenas de vítimas em todo o país.

O recém-empossado presidente César Gaviria (1990-1994) optou por oferecer redução de penas e não extradição aos narcotraficantes que se entregassem.

No dia 19 de junho de 1991, Escobar entra na prisão de La Catedral construída por ele mesmo numa montanha perto de Medellín.

Fuga

No dia 20 de julho de 1992 o governo tenta acabar com uma situação de mordomia e procura colocar Escobar numa prisão de verdade. Ele se nega e foge.

Dois mil soldados e policiais o buscam. Escobar permanece oculto e desafia abertamente as autoridades e organiza atentados entre janeiro e abril de 1993, que causam 36 mortes e quase 500 feridos.

Tentando ajudar a família, Escobar se perde. Um telefonema ao seu filho é rastreado e a polícia entra em uma casa de Medellín.

Escobar tenta fugir pelo telhado mas é baleado e morre no dia 2 de dezembro de 1993. No dia anterior tinha completado 44 anos.

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