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27/01/2010 - 12h15

Obama aprovou operações secretas dos EUA no Iêmen, diz jornal

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da Reuters, em Washington (EUA)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou operações secretas envolvendo militares e serviços de inteligência norte-americanos junto a tropas iemenitas, disse o jornal "The Washington Post" nesta quarta-feira. As ações começaram há seis semanas e supostamente resultaram na morte de seis líderes regionais da rede terrorista Al Qaeda.

A reportagem foi publicada menos de duas semanas depois do presidente Barack Obama afirmar que não tem a intenção de enviar tropas para o Iêmen e que as atividades da rede terrorista Al Qaeda ainda estão centradas na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

De acordo com o "Post", Obama aprovou um bombardeio em 24 de dezembro passado contra um local onde o clérigo radical americano Anwar al Awlaqi estaria reunido com dirigentes regionais da Al Qaeda. O nome de Awlaqi está ligado ao massacre contra a base militar de Fort Hood, do Texas, e a tentativa de explodir um avião que sobrevoava Detroit no dia de Natal.

Al Awlaqi não era o alvo e não foi morto, mas desde então foi incluído em uma lista de cidadãos dos EUA que precisam ser capturados ou mortos pelo Comando Conjunto de Operações Especiais (operações clandestinas), disseram fontes militares ao jornal.

Os consultores norte-americanos não participam dos bombardeios no Iêmen, mas ajudam a planejar as missões, a desenvolver a tática e fornecem armas, acrescentou o "Post".

Os EUA também estariam compartilhando informações estratégicas com as forças iemenitas, o que inclui vigilância eletrônica e por vídeo, mapas tridimensionais de terrenos e análises sobre a rede Al Qaeda.

"Estamos muito satisfeitos com a direção que isso [cooperação com o Iêmen] está assumindo", disse uma fonte de alto escalão do governo ao jornal.

Uma fonte oficial iemenita afirmou que os dois países mantêm "uma resoluta cooperação no combate à Al Qaeda da Península Árabe, mas há claros limites para o envolvimento dos EUA no terreno". "O compartilhamento de informações tem sido essencial na realização de recentes operações bem-sucedidas de contraterrorismo", declarou a fonte.

Em um recém-construído centro de operações conjuntas, os consultores norte-americanos atuam como intermediários entre as forças iemenitas e os agentes de inteligência e militares que ficam nos EUA para recolher e analisar informações, revelou o jornal.

Autoridades dos EUA já haviam dito à Reuters que há dois meses o Comando de Operações Especiais dos EUA colabora com as forças iemenitas para o combate à Al Qaeda local. No entanto, essas fontes não quiseram dar detalhes da cooperação nem confirmar o envolvimento direto de equipamentos dos EUA nas ações militares.

O combate à Al Qaeda iemenita ganhou ainda mais urgência depois que esse grupo assumiu a autoria do frustrado atentado do dia de Natal em um voo entre Amsterdã, na Holanda, e Detroit, nos EUA.

No dia, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23, tentou detonar explosivos em um voo da Northwest Airlines. Houve uma falha na detonação, que chamou a atenção dos outros passageiros. Alarmados, eles contiveram o nigeriano e o impediram de explodir a aeronave, com cerca de 300 a bordo.

Preso, Abdulmutallab revelou ter viajado ao Iêmen, onde obteve os explosivos e as instruções de como usá-los, além de ter estado em contato com membros da Al Qaeda.

Comentários dos leitores
J. R. (1267) 02/02/2010 13h52
J. R. (1267) 02/02/2010 13h52
Obrigado pela dica! Um bom documentario sobre o poder dos bancos. sem opinião
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Mauricio Valente (7) 01/02/2010 19h40
Mauricio Valente (7) 01/02/2010 19h40
Para J.R.:
Interessante seu conhecimento de política internacional, mas falta um esclarescimento:
Assista ao documentário de Charlie Sheen "a verdade liberta voce" no youtube. Vai gostar de ligar os pontinhos...
sem opinião
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Marcelo Moreto (248) 01/02/2010 18h12
Marcelo Moreto (248) 01/02/2010 18h12
Bom, vamos esperar que parte desses BILHÕES sejam destinados à retirada de tropas dos países que eles invadiram. E esperar que este valor não seja atrelado à dívida externa dos mesmos... 4 opiniões
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