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19/02/2010 - 17h10

Rússia afirma estar "muito alarmada" com postura nuclear do Irã

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CONOR SWEENEY
da Reuters, em Moscou

A Rússia afirmou hoje que está "muito alarmada" com o fato de o Irã não cooperar com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), depois que a agência da ONU disse temer que a República Islâmica esteja trabalhando para desenvolver uma ogiva nuclear.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reiterou a posição de que as suspeitas sobre o programa nuclear do país são infundadas, já que seus fins são pacíficos. Mas a campanha liderada pelos Estados Unidos por mais sanções contra Teerã parece estar ganhando força.

Arte/Folha Online

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, indicou que a paciência de Moscou está se esgotando. "Estamos muito alarmados e não podemos aceitar isso, que o Irã esteja se recusando a cooperar com a AIEA", disse Lavrov numa entrevista à rádio Ekho Moskvy. "Por cerca de 20 anos, a liderança iraniana desenvolveu seu programa nuclear clandestino sem relatá-lo à AIEA", afirmou ele. "Não entendo por que houve esse sigilo."

Na Alemanha, o porta-voz do governo Ulrich Wilhelm disse que a atitude do Irã obriga a comunidade internacional a buscar novas sanções contra o país, apesar de afirmar que a chanceler Angela Merkel continua "estendendo sua mão" para a República Islâmica e buscando uma solução diplomática.

Na quinta-feira (18), a AIEA tornou pública sua preocupação com relação a análises confidenciais que concluem que o Irã já tem tecnologia em explosivos suficiente para uma arma nuclear viável. "Algumas questões permanecem em debate e o Irã até agora não reagiu a elas, mas elas são muito sérias e precisamos entender como diversos documentos relacionados à tecnologia nuclear militar chegaram até o Irã," afirmou Lavron. "São necessárias explicações claras."

A Rússia --que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas)-- nas últimas semanas vem levantando suspeitas publicamente sobre a atividade nuclear do Irã, após anos dizendo não ter provas de que Teerã tentava construir uma bomba nuclear.

 

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