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27/07/2004 - 12h22

NY quer "vender" metrôs para salvar orçamento, diz jornal

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da Folha Online

A Secretaria do Transporte de Nova York planeja "vender" estações de metrô, ônibus e pontes para evitar o aumento de passagens e de impostos. A atitude curiosa pode gerar polêmica entre os moradores da cidade, mas deve representar um alívio de US$ 1 bilhão no orçamento dos próximos anos, segundo o jornal "The New York Times".

A secretaria, que mantém o sistema de trânsito na região, está explorando a venda dos direitos dos nomes das estações de metrô, linhas de ônibus, pontes e túneis.

Katherine N. Lapp, diretora-executiva da secretaria, disse que a idéia pode ofender alguns cidadãos nova-iorquinos, mas que a opção estava sendo considerada como uma maneira de evitar o aumento nos preços das passagens e dos impostos.

"É nosso trabalho calcular outras maneiras de receita", disse. "Cada dólar que conseguimos destes tipos de fonte é um dólar a menos que temos que cobrar em aumento de preços e impostos."

Funcionários da secretaria emitiram um pedido formal neste mês para que empresas de marketing façam propostas de patrocínio que podem incluir desde a renomeação de estações históricas de metrô até relacionar nomes de corporações a projetos como o do esperado metrô da Segunda Avenida.

De acordo com os mesmos funcionários, citados pelo jornal, empresas como a IBM, por exemplo, podem "adotar" a conhecida estação de Tarrytown.

"Ligação afetiva"

Alguns especialistas dizem que as estações de metrô não possuem ligação o mesmo apelo afetivo na imaginação pública como os estádios de beisebol, por exemplo --o que pode dificultar a negociação.

"As pessoas não têm a mesma ligação afetiva com as paradas de metrô [como têm com outros locais]", disse William Chipps, editor de uma publicação que cobre assuntos de patrocínio. "Para ser honesto com você, a maioria das pessoas não têm bons pensamentos sobre elas [as estações]."

De acordo com o "NYT", até o momento, a secretaria está otimista, e sem nenhuma vergonha sobre a intenção de venda.

O fenômeno do patrocínio explodiu na última década e se espalhou para instituições sem fins lucrativos, como hospitais e museus. Há o Hasbro Hospital das Crianças, em Providence; o Centro Ford para as Artes, em Chicago, e o General Motors Salão de Transportes, no Smithsonian.

Quanto dinheiro será feito com a nomeação de centros de transporte como Times Square --uma das estações de metrô mais conhecidas do país-- ou um marco histórico como o Grand Central Terminal é uma questão aberta que a Autoridade Metropolitana tem que examinar.

No sistema de transportes, há ainda poucos precedentes para o caso. Em Las Vegas, por exemplo, a Nextel Comunicações concordou recentemente em pagar US$ 50 milhões por 12 anos para colocar seu nome em uma das estações de trem no Centro de Convenções de Las Vegas e em um dos nove trens do novo sistema que abriu este mês.

Especial
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