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10/03/2005
-
10h15
da Folha Online
Homens armados em dois carros cercaram um comboio policial na capital Bagdá nesta quinta-feira, matando o chefe de polícia Ahmad Ubaiss, um guarda e o motorista do veículo onde estavam os policiais. Essa é a terceira vez nesta semana que insurgentes atacam pessoas ligadas à segurança e ao governo do Iraque.
Pouco depois do atentado, um comunicado atribuído ao grupo do terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi, o Al Qaeda no Iraque, ligado à rede de Osama bin Laden, foi postado em um site árabe. O texto afirmava que os rebeldes foram responsáveis pelo atentado de "um funcionário da inteligência que investigava os mujahidin e os machucava". A autenticidade do comunicado ainda não foi verificada.
Nesta quarta-feira, rebeldes atacaram em Bagdá o comboio do ministro iraquiano do Planejamento, Mehdi al Hafidh, que conseguiu escapar da tentativa de assassinato. No início da semana, o general Ghazi Mohammed, que trabalhava no Departamento de Imigração do Ministério do Interior, foi assassinado na região.
A falta de segurança na capital reflete as dificuldades enfrentadas pelas forças iraquianas e de coalizão no controle da insurgência no país. Segundo a rede de TV Al Jazira (Qatar), ataques rebeldes e confrontos diretos com soldados são "ocorrências diárias" no Iraque.
Corrupção
De acordo com informações obtidas pela agência de notícias Reuters, os rebeldes que cercaram Ubaiss estavam vestidos com uniformes da Guarda Nacional iraquiana.
Para um policial entrevistado pela Reuters, que não quis ter sua identidade revelada, a corrupção está espalhada entre as forças de segurança iraquianas. Os principais problemas enfrentados são a falta de controle no alistamento e no trabalho diário dos policiais.
Por pouco dinheiro, é possível comprar uma farda e armas dos oficiais. Os insurgentes entram nas forças de segurança iraquianas para promover ataques ou fazer espionagem. Alguns ficam por pouco tempo, e têm por objetivo apenas recolher informações. Outros, quando levantam muitas suspeitas, acabam deixando rapidamente o seu posto.
O ataque realizado nesta quarta-feira também na capital é um exemplo disso. No atentado, que resultou na morte de três pessoas e deixou mais 30 feridos --entre eles muitos empresários americanos-- insurgentes estavam vestidos como policiais. Isso facilitou sua aproximação do portão do complexo que une o Ministério da Agricultura e um hotel usado por empresários americanos. Depois de entrar, detonaram um caminhão de lixo cheio de explosivos.
Com agências internacionais
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Rebeldes matam chefe de polícia em Bagdá
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Pouco depois do atentado, um comunicado atribuído ao grupo do terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi, o Al Qaeda no Iraque, ligado à rede de Osama bin Laden, foi postado em um site árabe. O texto afirmava que os rebeldes foram responsáveis pelo atentado de "um funcionário da inteligência que investigava os mujahidin e os machucava". A autenticidade do comunicado ainda não foi verificada.
Nesta quarta-feira, rebeldes atacaram em Bagdá o comboio do ministro iraquiano do Planejamento, Mehdi al Hafidh, que conseguiu escapar da tentativa de assassinato. No início da semana, o general Ghazi Mohammed, que trabalhava no Departamento de Imigração do Ministério do Interior, foi assassinado na região.
A falta de segurança na capital reflete as dificuldades enfrentadas pelas forças iraquianas e de coalizão no controle da insurgência no país. Segundo a rede de TV Al Jazira (Qatar), ataques rebeldes e confrontos diretos com soldados são "ocorrências diárias" no Iraque.
Corrupção
De acordo com informações obtidas pela agência de notícias Reuters, os rebeldes que cercaram Ubaiss estavam vestidos com uniformes da Guarda Nacional iraquiana.
Para um policial entrevistado pela Reuters, que não quis ter sua identidade revelada, a corrupção está espalhada entre as forças de segurança iraquianas. Os principais problemas enfrentados são a falta de controle no alistamento e no trabalho diário dos policiais.
Por pouco dinheiro, é possível comprar uma farda e armas dos oficiais. Os insurgentes entram nas forças de segurança iraquianas para promover ataques ou fazer espionagem. Alguns ficam por pouco tempo, e têm por objetivo apenas recolher informações. Outros, quando levantam muitas suspeitas, acabam deixando rapidamente o seu posto.
O ataque realizado nesta quarta-feira também na capital é um exemplo disso. No atentado, que resultou na morte de três pessoas e deixou mais 30 feridos --entre eles muitos empresários americanos-- insurgentes estavam vestidos como policiais. Isso facilitou sua aproximação do portão do complexo que une o Ministério da Agricultura e um hotel usado por empresários americanos. Depois de entrar, detonaram um caminhão de lixo cheio de explosivos.
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