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29/03/2005 - 12h14

Comissão critica Annan por "falta de ação" em programa Petróleo por Comida

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da Folha Online

A comissão que investiga supostas irregularidades envolvendo o programa Petróleo por Comida, deve divulgar um relatório nesta terça-feira, acusando o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, pela "falta de uma intervenção agressiva" contra a corrupção, por causa de um "conflito de interesses".

As informações foram obtidas previamente pela agência de notícias Associated Press.

O programa Petróleo por Comida foi uma das maiores operações humanitárias da ONU, vigorando entre os anos de 1996 e 2003, durante o governo de Saddam Hussein. Na época, autoridades iraquianas foram autorizadas a vender petróleo, e utilizar os rendimentos para abastecer-se de fornecimentos humanitários, ultrapassando a sanção imposta sobre o petróleo iraquiano após a invasão do Kuait, em 1990.

Esse é o segundo relatório sobre o programa, que está sendo investigado por Paul Volcker, designado por Annan para investigar as acusações de corrupção dentro do programa.

A comissão também deve fazer uma menção de censura a Annan pois, segundo os investigadores, o secretário-geral "falhou" em detectar brechas no sistema burocrático da ONU, o que permitiu o desvio de bilhões do programa.

De acordo com os investigadores, Saddam acumulou US$ 21 bilhões de maneira irregular, utilizando o programa da ONU.

Kojo Annan

Os investigadores disseram à agência de notícias que Volcker ainda tem "perguntas" sobre a participação do filho de Annan, Kojo, e sua participação no programa. Ele é acusado de ajudar a empresa suíça Cotecna a obter um contrato ligado ao programa e orçado em US$ 60 milhões.

A empresa desenvolve atividades de inspeção de bens de qualquer espécie, quando chegam ao seu destino. Geralmente, empresas desse setor fazem a checagem antes do embarque dos materiais.

Kojo trabalhou para a Cotecna de 1995 a 1997, e foi consultor da empresa até o final de 1998, quando a empresa ganhou a licitação para vender alimentos ao Iraque. Ele continuou a receber dinheiro da empresa até novembro de 2004, sob a alegação de que, dessa forma, ele não iria trabalhar para concorrentes.

Inicialmente, a Cotecna afirmara que Kojo esteve na empresa até 1998. Só na semana passada é que detalhes sobre seus pagamentos foram liberados. Ele teria recebido da empresa US$ 300 mil.

Com agências internacionais

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