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07/07/2005 - 09h58

Ataques deixam 190 feridos em Londres; grupo reivindica ação

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da Folha Online

Várias explosões atingiram a rede de transporte de Londres (Reino Unido) na manhã desta quinta-feira, deixando mortos e vários feridos. Os alvos foram ônibus e trens, a exemplo dos atentados em série que atingiram trens em Madri (Espanha), deixando 191 mortos em 11 de março de 2004. Um grupo supostamente ligado à rede terrorista Al Qaeda reivindicou a ação.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que participava da Cúpula do G8 [grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia], na Escócia, já está em um helicóptero militar a caminho de Londres. Ele lamentou os ataques e disse que a ação era "visivelmente um ataque terrorista".

Jonathan Bainbridge
Imagem mostra destruição em ônibus de dois andares atingido por explosão em Londres
Até o momento, não há informações oficiais sobre o total de mortos e feridos, mas a polícia disse que ao menos uma pessoa morreu e cerca de 190 se feriram --150 delas gravemente.

Toda a rede ferroviária [metrôs e trens] foi interrompida, e os ônibus estão proibidos de circular no centro de Londres. Centenas de ambulâncias e equipes de socorros estão nas proximidades dos locais das explosões para dar atendimento às pessoas.

A primeira explosão ocorreu às 8h49 (4h49 de Brasília) na linha de metrô Metropolitan, entre as estações de Liverpool Street e Aldgate. Uma hora depois, outros incidentes foram registrados nas estações de Edgware Road, King's Cross, Old Street e Russell Square. às 10h23 (6h23 de Brasília) a polícia registrou uma explosão em um ônibus em Tavistock Place, no centro de Londres.

O grupo terrorista IRA (Exército Republicano Irlandês, guerrilha católica) negou qualquer vínculo com os atentados da manhã desta quinta-feira.

Logo após a notícia da explosão, vários líderes europeus fizeram declarações de apoio e solidariedade à população da Inglaterra. A Embaixada de Israel em londres decretou alerta máximo.

O ministro israelense das Finanças, Binyamin Netanyahu, que iria apresentar nesta quinta-feira uma palestra em uma conferência sobre investimentos corporativos, estava a caminho de um hotel em Londres no momento em que houve as explosões.

Tragédia no ônibus

Segundo testemunhas, o teto de um ônibus de dois andares foi arrancado pela força de uma explosão registrada perto da praça Russell e do terminal de trem em King's Cross. Três outras estações do metrô de Londres também foram atingidas.

Um médico na estação de Aldgate, a leste do centro financeiro da cidade, afirmou que apenas naquele local 90 pessoas foram feridas. Não há confirmação oficial de mortos ou feridos.

Feridos

Testemunhas afirmam que vários feridos foram retirados das estações de metrô, cobertos de sangue. Funcionários também retiraram os outros passageiros de todas as estações da capital. Muitos estavam em estado de choque.

Uma testemunha disse à rede de TV britânica "Sky News" que viajava em um vagão do metrô "abarrotado" e quando estava a 200 metros da estação King's Cross viu um "grande fogo não muito longe". As pessoas, então, começaram a tentar se abrigar dos estilhaços de vidro que voavam das janelas, arrebentadas pelo impacto da explosão.

Um funcionário da equipe de resgate de Londres disse que "muita gente caminhava ferida" pelas ruas, esperando pelo socorro.

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