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20/10/2005 - 12h18

Irã proíbe filmes laicos, feministas e a favor dos EUA

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da Folha Online

O Supremo Conselho iraniano da Revolução Cultural --entidade dirigida pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad-- baixou uma regra que proíbe a exibição de todos os filmes estrangeiros laicos, femininos e que fazem propaganda a favor dos Estados Unidos, para criar uma "sociedade baseada no Alcorão" [livro sagrado do islamismo].

O conselho também proibiu os Cds de grupos musicais que "favorecem a violência, o consumo de drogas e fazem propaganda da opressão mundial", em uma clara referência aos EUA. Todas as instituições, sobretudo a cadeia de rádio e a rede de TV públicas, e o Ministério da Cultura, receberam a ordem de executar a decisão.

Ahmadinejad já declarou diversas vezes que o "o povo iraniano tem por missão criar na terra santa iraniana uma sociedade ideal, baseada no Alcorão".

A eleição de Ahmadinejad --que venceu o segundo turno do pleito presidencial no Irã em junho passado--, suscitou temores sobre a abertura cultural ameaçada pela volta de uma tradição cultural mais rígida, que acabasse por derrubar as aberturas feitas pelo ex-presidente Mohamad Khatami (1997-2005).

Durante seu governo, Khatami permitiu a entrada de produtos culturais do Ocidente, subretudo os filmes. A rede de TV pública iraniana, apesar de ser controlada por conservadores, mostrava cada vez mais filmes estrangeiros, ainda que a maioria era censurada, e não mostrava nenhuma imagem contrária ao islamismo.

Mas durante essa época, os iranianos puderam assistir filmes como "O Aviador", "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã", "Herói", entre outros.

Atualmente, vários iranianos utilizam antenas parabólicas, que permitem o acesso a redes de TV estrangeiras via satélite. Nos anos 90, o governo chegou a proibir o uso de parabólicas e, apesar das operações policiais regulares, autoridades nunca conseguiram recolher todas as antenas. Além disso, a pirataria de CDs e DVDs é muito disseminada no país.

Com agências internacionais

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