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06/11/2005
-
08h26
da Folha Online
O décimo dia da onda de violência que se espalha pela França bateu novo recorde na madrugada deste domingo. Segundo informações da polícia, o saldo chega a 1.295 veículos incendiados (contra 897 da noite passada) e 312 pessoas detidas (contra 258 no sábado). Edifícios públicos e escolas também foram alvejados.
Os bairros pobres de Paris e cidades vizinhas continuam o foco principal dos incidentes. Porém, de acordo com a polícia, os conflitos aumentam com rapidez por todo o território francês, em cidades como Nice, Lyon, Marselha, Rennes, Nantes, Rouen e Quimper.
Os incidentes já afetam também o centro da capital francesa. Segundo a prefeitura de Paris, três carros foram danificados por artefatos incendiários perto da Praça da República, no coração da cidade.
Estragos
Nas primeiras horas da madrugada de domingo, nos arredores de Paris, três escolas foram incendiadas no departamento de Essone, assim como um ginásio de 2 mil metros quadrados em Noisy-le-Grand e um abrigo juvenil em Villeneuve-Saint-Georges. Em Seine-et-Marne, um caminhão foi queimado. Em Corbeil-Essones, um veículo foi atirado contra uma filial do McDonald's, mas não houve feridos.
Na região sudoeste da França, nos bairros periféricos de Toulouse, mais de 20 carros foram queimados. Nos arredores de Lyon (sudeste), a polícia contabilizou mais de dez veículos incendiados.
A região norte é uma das mais afetadas, com incêndios de carros em Lille --onde um ônibus também foi queimado--, Roubaix, Tourcoing e Mons. No sul, em Marselha e cidades próximas, como Cannes e Nice, bombeiros foram apedrejados.
Providências
O Ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, reuniu-se na tarde deste sábado com os responsáveis das forças de ordem para reforçar o esquema de segurança, após ter insistido em agir com "firmeza" contra os manifestantes.
Na manhã deste sábado, mais de mil pessoas participaram de um protesto silencioso em um dos subúrbios mais atingidos, Aulnay-sous-Bois. Autoridades e moradores locais empunhavam bandeiras francesas. Um cartaz branco trazia a frase: "Não à violência".
Origem dos confrontos
Os tumultos são causados por grupos formadas, em sua maioria, de jovens franceses descendentes de imigrantes africanos e muçulmanos --eles ganham força devido ao desemprego, à pobreza e à falta de acesso à educação e à moradia em que vivem.
A violência teve início na semana passada em Seine-Saint-Denis, depois que dois adolescentes de origem africana morreram eletrocutados ao se esconderem da polícia em uma subestação de energia elétrica.
Moradores da região desconfiam de que os dois jovens --de 15 e 17 anos-- morreram depois de serem perseguidos pela polícia. Um relatório oficial divulgado nesta quinta-feira nega a participação direta da polícia nas mortes. No entanto, a conclusão não diminuiu os confrontos nos subúrbios.
Com agências internacionais
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O décimo dia da onda de violência que se espalha pela França bateu novo recorde na madrugada deste domingo. Segundo informações da polícia, o saldo chega a 1.295 veículos incendiados (contra 897 da noite passada) e 312 pessoas detidas (contra 258 no sábado). Edifícios públicos e escolas também foram alvejados.
Os bairros pobres de Paris e cidades vizinhas continuam o foco principal dos incidentes. Porém, de acordo com a polícia, os conflitos aumentam com rapidez por todo o território francês, em cidades como Nice, Lyon, Marselha, Rennes, Nantes, Rouen e Quimper.
Os incidentes já afetam também o centro da capital francesa. Segundo a prefeitura de Paris, três carros foram danificados por artefatos incendiários perto da Praça da República, no coração da cidade.
Estragos
Nas primeiras horas da madrugada de domingo, nos arredores de Paris, três escolas foram incendiadas no departamento de Essone, assim como um ginásio de 2 mil metros quadrados em Noisy-le-Grand e um abrigo juvenil em Villeneuve-Saint-Georges. Em Seine-et-Marne, um caminhão foi queimado. Em Corbeil-Essones, um veículo foi atirado contra uma filial do McDonald's, mas não houve feridos.
Na região sudoeste da França, nos bairros periféricos de Toulouse, mais de 20 carros foram queimados. Nos arredores de Lyon (sudeste), a polícia contabilizou mais de dez veículos incendiados.
A região norte é uma das mais afetadas, com incêndios de carros em Lille --onde um ônibus também foi queimado--, Roubaix, Tourcoing e Mons. No sul, em Marselha e cidades próximas, como Cannes e Nice, bombeiros foram apedrejados.
Providências
O Ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, reuniu-se na tarde deste sábado com os responsáveis das forças de ordem para reforçar o esquema de segurança, após ter insistido em agir com "firmeza" contra os manifestantes.
Na manhã deste sábado, mais de mil pessoas participaram de um protesto silencioso em um dos subúrbios mais atingidos, Aulnay-sous-Bois. Autoridades e moradores locais empunhavam bandeiras francesas. Um cartaz branco trazia a frase: "Não à violência".
Origem dos confrontos
Os tumultos são causados por grupos formadas, em sua maioria, de jovens franceses descendentes de imigrantes africanos e muçulmanos --eles ganham força devido ao desemprego, à pobreza e à falta de acesso à educação e à moradia em que vivem.
A violência teve início na semana passada em Seine-Saint-Denis, depois que dois adolescentes de origem africana morreram eletrocutados ao se esconderem da polícia em uma subestação de energia elétrica.
Moradores da região desconfiam de que os dois jovens --de 15 e 17 anos-- morreram depois de serem perseguidos pela polícia. Um relatório oficial divulgado nesta quinta-feira nega a participação direta da polícia nas mortes. No entanto, a conclusão não diminuiu os confrontos nos subúrbios.
Com agências internacionais
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