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13/04/2006 - 14h23

Presidente afirma que situação no Chade está sob controle

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da France Presse, em Ndjamena (Chade)

O presidente do Chade, Idriss Deby Itno, declarou nesta quinta-feira à Rádio França Internacional (RFI) que as colunas rebeldes da Frente Unida para a Mudança (FUM), que atacaram Ndjamena, foram destruídas e que a situação está sob controle no país.

"Não existe nada, nada em absoluto. Houve disparos de armas leves perto da Assembléia Nacional, isso é tudo. Três veículos foram identificados e destruídos no local", disse o chefe de Estado chadiano, que afirmou à RFI permanecer no palácio de Ndjamena.

"Alguns fugitivos entraram a pé na cidade e estão sendo detidos. Não há mais colunas [de rebeldes], a coluna foi completamente destruída", explicou Deby.

Na manhã desta quinta-feira foram registrados novos combates perto de Ndjamena entre os guerrilheiros da FUC e o Exército do Chade, informou uma fonte militar chadiana.

No início do dia foram ouvidos intensos tiroteios com armas pesadas ao redor da capital.

Os habitantes da região, falando por telefone, afirmaram, no entanto, que a situação aparentemente se apaziguou. A calma voltou às ruas, segundo observaram os ocupantes de helicópteros e caças franceses Mirage F1 que sobrevoaram a zona.

Outras testemunhas, no entanto, informaram que aviões militares franceses bombardearam algumas cidades da região leste, em poder dos rebeldes, provocando um número indeterminado de vítimas civis, declarou o representante na França da Frente Unida para a Mudança (FUM), Laona Gong.

"Acabamos de saber que desde esta manhã, na região leste do Chade, o Exército francês interveio militarmente com aviões. Registramos nas cidades de Adré e de Moudeina [perto da fronteira com o Sudão] várias vítimas civis dos bombardeios franceses", afirmou Gong, que disse não ter dados exatos sobre as vítimas.

Gong lamentou o fato da França não respeitar a neutralidade e apoiar "cegamente" o regime do presidente Idriss Deby Itno.

O ministério francês da Defesa informou que um avião Mirage do país fez um disparo de advertência na manhã de quarta-feira ao leste de Ndjamena, na região onde uma coluna de rebeldes chadianos se dirigia para a capital.

A França dispõe de 1.200 militares posicionados no Chade e já enviou a esse país como reforço um destacamento de 150 homens que se encontravam no Gabão.

Na quarta-feira à noite, os rebeldes tomaram posições nos bairros periféricos de Yamena, concluindo assim uma marcha de colunas em veículos que, em quatro dias, percorreram os 800 km que separam a fronteira sudanesa do leste do Chade.

O regime de Deby Itno acusa o Sudão de apoiar e armar os rebeldes, o que Cartum voltou a desmentir nesta quinta-feira, afirmando ter expulsado no início da semana os chadianos da oposição armada.

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