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Jorge da Rocha estréia no adestramento na Olimpíada

24/09/2000 - 15h51

da Folha Online

Pela primeira vez o Brasil terá um representante no Grand Prix de adestramento, na categoria individual, nos Jogos Olímpicos de Sydney. É Jorge Ferreira da Rocha, que compete montando Quixote Lancianus.

O cavaleiro tenta fazer de sua participação um marco para o esporte no Brasil. "Vim para Sydney abrir o caminho para a nova geração de cavaleiros que fazem adestramento no Brasil", disse Rocha.

Rocha, 55, é o atleta mais velho da delegação brasileira. Formado em Medicina e dono de uma empresa de seguro-saúde, começou a montar somente aos 47 anos. Mostrando uma evolução impressionante, tornou-se campeão sul-americano com apenas cinco anos de prática.

"O brasileiro é apto a praticar todos os esportes muito bem. Não há porque ficarmos dependendo apenas dos coletivos, como futebol e vôlei. O hipismo é difundido no Brasil, mas ainda pode crescer bastante", disse o cavaleiro.

A primeira fase da prova olímpica de adestramento, chamada de Grand Prix, será disputada nos dias 25 e 26 _conforme sorteio realizado neste domingo.

Os conjuntos fazem uma passagem na pista do Parque Equestre, realizando movimentos obrigatórios, como o trote, galope e algumas piruetas.
O objetivo do adestramento é mostrar o domínio do cavaleiro sobre o cavalo. "É muito importante a harmonia entre o homem e o animal, a beleza dos movimentos", explicou Marietta Almasy, técnica de Jorge Ferreira.

Os movimentos são julgados por cinco juizes, que dão as notas aos conjuntos. Os 25 mais bem colocados passam para o Grand Prix Especial, no dia 29, onde novamente serão julgados pela harmonia e precisão dos movimentos.

No dia 30, será disputada a final do adestramento dos Jogos Olímpicos, o chamado Grand Prix Kur, com os 15 mais bem classificados pela soma das duas primeiras provas.

Na final, os conjuntos se apresentam com fundo musical e realizam movimentos livres.

Jorge Ferreira quase não participa da competição por causa de uma contusão nas costas. Na última quinta-feira, dia 21, a sela de Lancianus bateu nas costas do cavaleiro, durante um treinamento.

"Fiquei preocupado, mas melhorei muito nos últimos dias e vou participar da prova sem problemas".

O interesse do cavaleiro no desenvolvimento do esporte no Brasil é tão grande que a sua treinadora veio da França, há cinco anos.

"Eu e mais quatro cavaleiros dividimos os custos para treinarmos com Marietta. Trazer técnicos de fora é a solução para elevarmos o nível do adestramento no Brasil", disse o cavaleiro.

Marietta Almasy é uma expoente do esporte na França, tendo participado de duas finais de Copa do Mundo nos últimos anos. Ficou em 12º na Holanda-99 e em décimo na Alemanha-98.

A amazona quer se naturalizar brasileira, para formar uma equipe de adestramento no Brasil. "Esta idéia me agrada bastante", disse Marietta. (com agências)

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