Pensata

Gilberto Dimenstein

13/08/2006

Viramos Colômbia

Há alguns anos, via-se como exagerada a afirmação de que, diante da escalada da criminalidade, estávamos no caminho da Colômbia, onde políticos, juízes, promotores e jornalistas viviam sob ameaça de traficantes extremamente organizados.

O seqüestro dos dois funcionários da TV Globo, com a exigência de transmissão de uma mensagem pela emissora, a lista de morte com o nome de juízes e até de políticos, tudo isso só está mostrando o crescimento de um poder paralelo, beneficiado pela mão-de-obra abundante e ousada.

Neste ano eleitoral, estamos diante de uma situação de ruptura da ordem, uma terrível síntese do que fomos postergando, descuidando das obrigações do Estado e da seriedade administrativa. Querem entender o que significa marginalidade social, corrupção, ineficiência administrativa, má distribuição de renda, baixa educação, impunidade, traduzam pela sigla PCC.

Até agora, não se viu de nenhum candidato, nenhum, um projeto com um mínimo de consistência, para prevenir que esse tipo de ameaça prospere.
Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.

E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

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