Pensata

Lúcio Ribeiro

20/02/2004

Nada é para sempre

"The state of elation that this unison of hearts achieved
I had seen, I had touched, I had tasted and I truly believed"
Darkness, em "Love Is Only a Feeling"

"Whatever you doooooooooooooooo
Don't tell anyone"
Queens of the Stone Age, em "Lost Art of Keeping a Secret"

"Alright, alright, alright, alright, alright
alright, alright, alright, alright, alright
alright, alright, alright, ok now, ladies"
Andre 3000 (Outkast), em "Hey Ya!"

"Now I wanna see y'all on y'all baddest behavior
Gimme some suga', I am your neighbor ahh here we go!
Shake it, shake, shake it, shake it
Shake it, shake it like a polaroid picture"
Andre 3000 (Outkast), em "Hey Ya!"


Eu vou bem. E você?
Coluninha pré-Carnaval rápida e rasteira. Pequena, porém intensa enquanto durar. Diminuta, mas limpinha.
A vida não está fácil para ninguém e tal. Atropelos do dia-a-dia.
De todo modo, bem-vindo(a) a bordo. Este trem está zarpando.
Pela primeira vez na minha história, vou à avenida.
Quero ver todo mundo balançando como uma foto polaroid.

* Retificando, o título lá em cima está errado. Os diamantes são para sempre.

* O glam metal e as lantejoulas no rock estão oficialmente de volta. A banda The Darkness ganhou três dos quatro prêmios a que concorria e foi o grande nome do Brit Awards, o prêmio britânico que é um pouquinho menos baboseira que o Grammy, porque, no meio do jogo de interesses da indústria musical, ainda leva em consideração o que o público comprador de discos gosta. Isso é algo a ser louvável, mesmo a gente sabendo que o que o público comprador de discos gosta é o que o público comprador de discos gosta.

* O Brit Awards e sua máquina organizadora, com toda essa luz vinda do Darkness (Hê. Não resisti.), tiveram o que comemorar neste ano crucial da luta dos "homens de boa vontade" contra a irreversível música digital. Foi anunciado que, embora a venda de singles tenha despencado 30% em 2003 em relação ao ano anterior, o número de álbuns vendidos teve um aumento pequeno (3%), mas significativo. A geração iPod está comendo pelas beiradas, mas ainda não "matou" a música. Essa nota triste a respeito dos singles, mais bem explicada, é o seguinte. Em 2003, apenas 27 milhões de unidades foram vendidas, muitas delas em uma cidade que é do tamanho da Zona Leste em São Paulo, se tanto. Você leu: 27 milhões.

* Parênteses rápido. Falando em iPod e revolução, nos EUA já existe o iPod People. Ou Pod People. É uma raça que chegou para dominar o planeta, dizem.

* A noite do Darkness (melhor banda, melhor grupo de rock e melhor álbum de 2003 para os britânicos) representa a volta do rock à premiação, que nos últimos dois anos foi dominada pelo som black. O Darkness, vale ressaltar, teve a sorte de a Inglaterra só ter adotado o duo americano Outkast neste ano, porque senão o resultado poderia ser claramente (sorry) outro.

* Num encontro engraçado, a belezura Scarlett Johansson, de "Encontros e Desencontros" ("Lost in Translation"), entregou o prêmio de melhor álbum para o figurinha Justin Hawkins.

* "São três os estágios da raiva. Primeiro as pessoas sentem medo da gente. Depois, espumam de ódio porque eles passam a nos amar, mas não podem admitir. Daí começam a atacar outras bandas ou artistas", Justin Hawkins, do Darkness, explicando a popularidade veloz da banda.

* A música da epígrafe que abre a coluna, "Love Is Only a Feeling", é uma baladaça poderosa. Lembra muito aquelas propagandas (anos 80) de sky na neve, asa delta em vales maravilhosos dos cigarros Hollywood, quando comerciais de tabaco eram liberadas no cinema e na TV. O mais legal de "Love Is Only a Feeling" é que a música dialoga com o megamegamegahit "Hey Ya!", na "mensagem". É sério. Você vai entender melhor abaixo.

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A PRAGA "HEY YA!"

Retificando o título principal desta coluna mais uma vez, a música "Hey Ya!" parece ser, sim, para sempre. É impressionante o poder que tem esta já antológica ópera hip hop, do rapper Andre Outkast.
Não falo só do fato de o carrancudo pop erudito Lou Reed dizer que quando "Hey Ya!" toca o mundo fica melhor. Nem da minha sobrinha que gosta tanto de "Hey Ya!" quanto de Br'oz.
Esta coluna já gastou muitas linhas para falar da espirituosíssima música de Andre 3000. Em meados de setembro, ela ganhou aqui a menção de "música do ano" (passado). Não lembro direito como foi, mas eu havia recomendado um rap na coluna, quando um leitor retrucou: "Você precisa ouvir a nova do Outkast".
Fui correndo. Eu tinha o Outkast como banda a ser admirada desde o disco anterior deles, e aguardava ávido o novo CD.
O leitor então deu o toque de que algumas canções do novo Outkast haviam chegado à internet. E que "Hey Ya!" era a verdadeira "música para já". Não a que eu recomendara.
Quando ouvi a música, senti o que Lou Reed sentiu. E terminei o trecho que falava de "Hey Ya!" dizendo que ela, um hip hop tipo universal, estava tocando em rádios do rock dos EUA. E que tocaria muito nesta coluna.
Eu não menti.

* "Hey Ya!" parece não ter mais fim. A música não só ainda não enjoou de tanta hiperexposição nestes cinco meses de veiculação expressa como também começa a ter vida própria e não pertencer mais a Andre 3000, seu autor.
Na linha "Você percebe quando uma coisa ganha o mundo quando...":

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OUTKAST E O CHARLIE BROWN

Não é o que você está pensando. Este Charlie Brown não é o Jr.
O que aconteceu aqui é uma das mais felizes reutilizações de uma música que eu já vi na vida. E o mais novo fenômeno da internet. Se você não foi atingido por ele, pode esperar. Você vai.
No meio da semana passada começou a circular na rede virtual uma paródia da música do Outkast, batizada (a paródia) de "Hey Ya, Charlie Brown".
Obra de dois nerds de computador de Ohio, é um clipe com a turma da tirinha Peanuts (Charlie Brown, o cão Snoopy...) dançando o sucesso do Outkast.
É sensacional. Charlie Brown aparece com o "One-two-three-four" e então o eruditinho Schroeder manda ver no piano, Snoopy na guitarra e o grungezinho Pig Pen no contrabaixo. E o resto da turma dança "Hey Ya!" em uma ótima sequência de animação, dessas de você não parar de sorrir. Sorrir, não rir. O vídeo não é engraçado: é encantador.
Logo, um sem-número de blogs nos EUA e na Inglaterra davam o link do clipe-paródia, que estava disponível no endereço de uma tal de Venis Productions. O zum-zum virtual levou a poderosa emissora americana ABC a mostrar o "Hey Ya, Charlie Brown" na TV.
Esse foi o problema. Em dois dias a United Media, marca que detém os direitos de imagem do Peanuts, varreu a internet e eliminou qualquer endereçamento do divertido clipe. Além de, claro, fazer a Venis Prod. desaparecer com sua paródia. A exigência foi através de uma carta bem malcriada e ameaçadora. Isso foi na segunda-feira.
Mas, como reza o primeiro mandamento da internet: caiu na rede...
Já na terça, os sites de distribuição de MP3s e arquivos em geral organizavam um troca-troca mundial do clipe "Hey Ya, Charlie Brown".
O especialista de internet do "New York Times", nesta quarta-feira, ria da atitude da United Media, dizendo que a empresa estava cometendo o mesmo erro infantil da indústria da música em relação aos MP3s.
"É difícil parar uma coisa dessas, que na verdade só está fazendo um bem tanto para a turma do Charlie Brown quanto para o próprio Outkast", disse o jornalista Wilson Rothman. "Se eles querem realmente policiar um vídeo desses de se espalhar pelo país, terão na verdade que bater em cada casa da América que tiver uma conexão de internet."

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"HEY YA!" E AS VERSÕES

Não basta ouvir "Hey Ya!", tem que modificá-la, mexê-la, abusar dela. A banda canadense Blankket faz circular uma versão punk metal da música do Outkast. De dar medo. A banda mineira UDR apavorou no último Kool Metal Fest, em SP, com uma cover quase-fiel da canção. Na Inglaterra, as rádios tocam "Hey Ya! Ganja", com a letra trocada para pedir a legalização da maconha. O refrão "Heeeeeeeeey Yaaaaaaaaa!" vira "Gaaaaaaaaaaaanjaaaaaaaa". No Superbowl, parodiaram os times da final do futebol americano usando a base de "Hey Ya!". E, na linha zoeira, tem o clipe "Hey Allah", com o Saddam Hussein cantando da maneira dele a música do Outkast, substituindo o famoso "Shake shake like a polaroid picture" por "Hide hide like a nuclear weapon".

* CLIPE VERSÃO LONGA - Na MTV americana já roda em alta rotação o excelente clipe de "Hey Ya!" em sua versão "extended", diferente da que vemos por aqui. Esse clipe comprido tem mais de cinco minutos e mostra os vários Andre 3000 nos bastidores do programa de auditório. No final, com a música um pouco alongada, entra uma parte substancial de várias garotas requebrando com uma foto polaroid na mão.

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"HEY YA!" É SEXO SEM COMPROMISSO

Já insinuei aqui na semana passada (acho), mas agora chegou a hora de aprofundar o troço. A letra de "Hey Ya!" reproduz uma situação logo após uma transa de Andre 3000. Seria a continuação de "She Lives in My Lap", a música anterior no disco "Love Below", de Andre Outkast. Em "Lap", Andre faz sexo com a tal "she" dele: "You've got me open wide (I love you)/ Just Come inside (baby)/ It's yours (it's yours)/ I'm yours (i'm yours)/ For sure (for sure)/ Play baby play..."

* O que vem em "Hey Ya!" é que Andre ama a garota, transa com ela, mas não quer que isso signifique relacionamento. Ele agradece aos pais por terem um
relacionamento duradouro, mas ele não entende como eles
conseguiram. Porque se nada é para sempre, por que o amor
seria? Ele fala que ela acha que entendeu, mas ainda não
entendeu. Ele não quer conhecer os pais dela. Ele só quer
transar com ela e fazê-la gozar. E, atenção, fazê-la rebolar com uma
foto polaroid.

* Aí é que está o poder de "Hey Ya!". Em um país careta que se escandaliza com o seio quase nu da Janet Jackson, criancinhas, religiosos e políticos se matam de chacoalhar quando toca a música do Outkast, a grande apologia do sexo livre dos últimos tempos. Se eles estão prestando a atenção na "mensagem" que Andre está passando? Em plena campanha para as recentes prévias nos EUA, essa pré-candidatura à presidência americana, o general da reserva Wesley Clark usou "Hey Ya!" como modelo em um discurso para jovens. Questionado se ele tinha conhecimento do real conteúdo da letra, ele disse que não manjava nada de hip hop, mas que a música o fazia balançar como uma "polaroid picture".

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SHAKE IT LIKE A POLAROID PICTURE

Enquanto o já famoso termo nasce para desenhar tal situação, hã, íntima, a empresa Polaroid agradece o merchandising, mas vem a público para não seguir o exemplo dado por "Hey Ya!". Sob o risco de estragar suas fotos.
Sacudir uma foto polaroid, no sacro sentido real, era uma prática antiga para ajudar o filme Polaroid a se revelar.
Isso não é mais necessário, segundo a empresa, pois o filme, em uma versão moderna, seca rapidinho sem a necessidade do balanço famoso.
Entendeu?

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SÁBADO COM "HEY YA!"

Você viu Andre 3000 cantando seu mantra do sexo livre no Grammy, travestido de Carlinhos Brown. Depois, soube que o cara mandou seu megahit vestido de caveira, no Brit Awards. Agora, neste sábado, 21, você vai poder ver o Andre 3000 em ação novamente no "Saturday Night Live", da Sony. O Outkast é o grande convidado musical. Big Boi canta, sozinho, sua "The Way You Move".

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THE OFFSPRING

Dias destes chegou às lojas o álbum "Splinter", do Offspring. Há dez anos, em 1994, eu corria os EUA com um amigo em carros alugados. Estávamos atrás da seleção brasileira, de cidade em cidade.
Era o pós-grunge. Cobain já estava morto e uma nova cena se desenhava na música pop americana. As rádios, sem a gente saber o que estava rolando a princípio, só tocavam as novíssimas "Loser" (Beck), "The Sweater Song" (Weezer), "Basket Case" (Green Day), "Black Hole Sun" (Soundgarden) e muito a "Come Out and Play", do Offspring.
Era identificar os autores e sair à caça dos tais novos discos dessas bandas.
O "Smash", que era então o terceiro disco do Offspring, acabou aquele ano como o disco de gravadora independente mais vendido da história. Em lançamento da Epitaph Records, chegou à marca de 5 milhões de cópias comercializadas. E o título dura até hoje.
Para receber o novo, "Splinter", e lembrar os 10 anos do "Smash", eu entrevistei para a Folha o líder do Offspring, Dexter Holland. E o que saiu publicado no jornal foi o seguinte.

* Que o punk rock não morreu, existe o famoso bordão que jamais deixará que isso aconteça. Mas, pegando o ponto de vista da banda californiana Offspring, uma das mais bem-sucedidas do gênero, não tem como não dizer que o punk está velhinho.
E quem diz isso é o próprio Dexter Holland, o cantor da banda, músico envolvido com microbiologia, em entrevista direto de seu laboratório, em Los Angeles. O laboratório-estúdio de Dexter.
Em um cenário em que os últimos álbuns dos grupos da juvenilia punk Blink-182 e Good Charlotte foram considerados "adultos" pela crítica, o Offspring lançou seu sétimo disco, "Splinter", que ganhou sua edição brasileira.
Não só pelo novo CD, que exigirá da banda uma turnê mundial, este 2004 é especial por outros dois motivos. O grupo de Dexter comemora 20 anos de formação. E o terceiro álbum do Offspring, "Smash", o disco independente mais vendido da história (pelo selo Epitaph), faz dez anos.
Com as quase 5 milhões de cópias vendidas de "Smash", em 1994, e uma pequena ajuda de "Dookie", do Green Day, o punk rock realmente invadiu o mainstream. O punk juvenil-político de Sex Pistols e Dead Kennedys alcançava o sucesso com o punk juvenil-zoeira de Offspring e Green Day. Mas a algazarra promovida pelo Offspring já não tem muito lugar no punk anos 2000, o punk juvenil-auto-ajuda, que gasta suas letras com o fardo de ser adolescente nos EUA.
"A música está sempre mudando. Hoje a garotada acha que o punk rock é o que bandas como Sum 41 e Good Charlotte fazem. Mas, se essas músicas são importantes para eles de alguma forma, acho que faz todo o sentido. É o jeito de a música sobreviver diante das expectativas que sua época exige", disse Dexter, por telefone, de sua casa em Los Angeles.
"O punk de hoje já não tem mais a ver com o punk do Offspring, e já está muito distante do que fizeram os Pistols, que foi o começo de tudo. Aí você percebe que está mesmo velho", conclui.
"Splinter", sétimo e primeiro álbum após três anos, tem o mérito --e também sofre a conseqüência-- de misturar gêneros ao punk-chiclete tradicional do Offspring. "Hit That", primeiro single do álbum, vai ao hip hop. Só faltava caprichar mais nas batidas.
"Hit That", cujo modernoso clipe tem alta rotação nas MTV americana e brasileira, tem ritmo engraçado, mas fala da desintegração familiar, que segundo Dexter está deixando as crianças cada vez mais sozinhas.
É o Offspring mantendo a integridade punk, som barulhento e eficiente, mas dando visíveis sinais de que a meia-idade chegou.
Ou que a época não é mais de zoeira. Engrossando o caldo auto-ajuda da geração Blink-182 e Good Charlotte.

* Punk, dinheiro e bactérias. Leia entrevista com Dexter Holland, do Offspring.

Folha - Como você descreveria esse "Splinter"?
Dexter Holland
- Uma mistura de canções punk rápidas e grudentas, típicas do Offspring, com músicas que vão a diferentes lugares, como o reggae, o rock tradicional e hip hop.

Folha - Do que trata a música "Hit That"?
Holland
- "Hit That" tem corpo de hip hop e refrão punk. A história da letra é sobre a desintegração da família. Todos os pais e mães da banda são divorciados. Nossas famílias foram divididas em duas partes. Hoje todos os nossos pais têm quatro filhos com três pessoas diferentes. Nossa família é dividida em cinco, seis partes. É uma bagunça. O conceito de família, de laços, está desaparecendo.

Folha - O histórico terceiro álbum, "Smash", o mais vendido disco independente da história, completa dez anos neste ano...
Holland
- É incrível ver que "Smash" tem dez anos. Fico muito feliz e orgulhoso que ele tenha essa fama que dizem. Quando o disco ficou pronto, achei que ele iria ser significativo de alguma forma, mas não dessa maneira. Por outro lado, é esquisito perceber que estamos velhos. O Offspring tem 20 anos, "Smash" tem dez. Não faremos comemorações especiais. Talvez uma festa.

Folha - Como você vê o punk rock atual, que virou trilha sonora favorita de seriado e está impregnado do desespero "emo" [tipo de hardcore "sensível"]?
Holland
- A música está sempre mudando. Hoje a garotada acha que o punk rock é o que bandas como Sum 41 e Good Charlotte fazem. Mas, se essas músicas são importantes para eles de alguma forma, acho que faz todo o sentido. É o jeito de a música sobreviver diante das expectativas que sua época exige. Mas o punk de hoje já não tem mais a ver com o punk do Offspring e já está muito distante do que fizeram os Pistols. Aí você percebe que está velho.

Folha - Essa apareceu no site do Offspring na internet, em um bate-papo entre fãs e a banda: vocês venderam milhões de discos, viajaram o mundo, ganharam bastante dinheiro e têm jato particular. Vocês ainda podem ser chamados punks?
Holland
- Respondo muito essa pergunta. O que quer que o punk seja considerado, acho que não tem nada a ver com vender discos ou como você consiga dinheiro através dele. No caso do Offspring, é fazer músicas que representem um olhar desconfiado de como vemos o mundo. Um olhar juvenil, pessoal e incrédulo de como as coisas são conduzidas. Isso é o punk do Offspring. Nossas vendagens parecem contradizer isso, mas sempre mantivemos o discurso punk.

Folha - O que você se lembra dos shows do Brasil, em 97 e 99?
Holland
- A lembrança de fãs completamente insanos. Tocar na América do Sul é melhor do que nos EUA. Precisamos de uma reação do público que muitas vezes só encontramos aí, no Japão e na Inglaterra.

Folha - Quando o Offspring desaparece da cena, você vive trancado em um laboratório, lidando com microbiologia, não?
Holland
- Um pouco. Estudei biomedicina por muito tempo, mas essa vida fazendo shows, estúdio me afasta de coisas como livros. De vez em quando me pego trancado em casa durante dias, lendo sobre bactérias. Tenho um laboratório em casa. Isso eu acho punk.

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PROMOÇÃO DA SEMANA

A coluna está à meia-força, mas em compensação os prêmios são esquentar qualquer tamborim e fazer balançar como as fotos polaroid.
Segura:
* Um CD construído com o vídeo "proibido" da paródia "Hey Ya, Charlie Brown", com o clipe extended da versão original (mais de 5min) e o áudio de "Hey Ya Ganja"
* 1 DVD "The Beatles - The First U.S. Visit", que está sendo lançado no Brasil pela EMI
* O CD do Air, "Talkie Walkie".

O email para concorrer é aquele lá.

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ENTÃO

Era isso. Os vencedores da semana passada aparecem na lista da semana que vem. Antes que você me pergunte sobre os Pixies no Brasil, é aquilo lá. Estão certos, mas falta a assinatura do contrato. Por detalhes está a vinda da banda a Curitiba, desembarcando junto com o Yeah Yeah Yeahs. Falei?
Lúcio Ribeiro, 41, é colunista da Folha especializado em música pop e cinema. Também é DJ, edita a revista "Capricho" e tem uma coluna na "Bizz". Escreve para a Folha Online às quartas.

E-mail: lucio@uol.com.br

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