Pensata

Magaly Prado

10/11/2001

Está no ar o rádio para surdos

Estréia amanhã, o Minuto Derdic, programete de 4 minutos dedicado aos deficientes auditivos, dentro do programa Clip Informática, da Rádio USP FM, nos 93,7Mhz do dial paulista. O intuito é diminuir a exclusão social e universalizar o acesso à informação.

Alexandre Fejes Neto, produtor e apresentador do Clip Informática, em parceria com Luiz Baggio Neto, do Programa Interação dirigido a deficientes em geral, ambos da Rádio USP FM, já haviam colocado no ar lá pela metade dos anos 80, programas para surdos. Nessa época eu coordenava a Radioatividade_ equipe que veiculava a série "Anos 60, a década explosiva" e presenciei a louvável iniciativa.

Hoje, liguei para o Marcelo Bittencourt, coordenador atual da programação da Rádio USP e ficamos relembrando os bons tempos. Ele comentou que os produtores demoraram 6 meses para fazer o programa para surdos e depois desenvolveram outras idéias em outros momentos e que agora, Fejes retomou seu projeto.

A partir de amanhã, 11 de novembro, os portadores de surdez terão acesso ao programa de rádio Clip Informática, uma parceria entre a Rádio USP e a escola de informática Brás & Figueiredo, que além de colocar o programa na internet, presta consultoria e suporte técnico. A Derdic _Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação PUC-SP_ vai informar os assuntos relacionados aos problemas de audição.

A Derdic apresentará durante o programa Clip Informática, que vai ao ar aos domingos das 11h às 12h, o "Minuto Derdic". Nesse programa serão transmitidos boletins especiais, com duração de 4 minutos, abordando às questões da surdez, voz e linguagem, além de dar dicas de serviços e saúde.

A novidade do programa é que todas as notícias do Clip Informática poderão ser acessadas, ineditamente, por portadores de surdez. Para visualizar o programa, basta acessar o site www.usp.br/radiosup/, no qual haverá um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) reproduzindo as informações veiculadas.

O único impasse não solucionado é na hora que entram as músicas. Foi cogitado entrar slides com as letras, pelo menos, mas a proposta foi rejeitada pelos surdos. Eles preferem mais notícias nessa hora. Na verdade, eles ainda estão resolvendo, segundo Bittencourt.

Segundo o Diretor Geral da Derdic, o médico Alfredo Tabith Junior, este é mais um passo para inserir os surdos na sociedade. "Com os avanços tecnológicos, estamos fortalecendo cada vez mais a missão da entidade, que é a de educar e capacitar surdos e portadores de distúrbios da linguagem para o exercício da cidadania", afirma.

Lá pelos idos do final dos anos 80, o programa para surdos que a Rádio USP veiculava mostrava apenas a linguagem de texto através do computador, como legenda. Hoje aparece a imagem de uma moça com a linguagem dos sinais narrando o teor das entrevistas, por exemplo.

A Derdic estará colaborando com a Brás & Figueiredo e a Rádio USP traçando um elo entre todos os profissionais envolvidos no projeto com a comunidade surda. "São iniciativas como essa que proporcionam mais oportunidades para o acesso à informação", diz Tabith.

Para o diretor de tecnologia da Brás & Figueiredo, Eurico Brás, a internet é a grande responsável pelo sucesso do projeto. "Sem a Web não teríamos como transmitir o programa de maneira tão eficaz. Essa parceria permite que pessoas especiais tenham acesso ao mesmo conteúdo e oportunidades no mercado de trabalho", finaliza.

Sobre a Derdic

A Derdic é uma entidade sem fins lucrativos que oferece atendimento educacional a crianças e adolescentes surdos e atendimento clínico a portadores de distúrbios de audição, voz e linguagem, priorizando famílias economicamente desfavorecidas. Além de ser um centro de formação de profissionais e de pesquisa no campo dos distúrbios da comunicação humana, também atua na conservação da audição de trabalhadores e idosos e na prevenção de problemas vocais em profissionais da voz.

O retorno de Wagner de Paula

Ainda sobre a Rádio USP, quem está de volta é Wagner de Paula, que também produzia programas nos anos 80. Toda terça, às 21h, sintonize o Tambor _música negra no espaço e no tempo. Prometo que semana que vem falo com ele e pego mais detalhes.

***

Cultura apresenta homenagem a Yves Montand

O programa tem roteiro, seleção musical e apresentação do jornalista Vicente Adorno e será apresentado em duas partes, a primeira vai ao ar na quinta-feira dia 15, das 19h às 20h, e no
sábado, dia 18, também das 19h às 20h. É uma homenagem a Yves Montand por duas datas: 80 anos de nascimento e 10 anos de morte (13/10/1921 - 09/11/1991).

O programa vai dar alguns dados biográficos do cantor, ator e showman francês e apresentar alguns de seus maiores sucessos no disco, como "Battlin' Joe", "Sous le Ciel de Paris", "L'Ame des Poètes", "Coucher avec Elle", "Les Feuilles Mortes" etc.

Pra quem não conhece, Adorno manda a biografia

Yves Montand nasceu perto de Florença, em Monsummano Alto, com o nome de Ivo Livi, filho de Giovanni e Giuseppina Livi. O pai dele era socialista. Com a ascensão do fascismo na Itália viu-se obrigado a emigrar. Tentou ir à América, mas acabou ficando em Marselha, no sul da França. O jovem Ivo deixou a escola aos 11 anos para ajudar a família. Sua única diversão era ir ao cinema nos fins de semana. Apaixonou-se pelos grandes de Hollywood e, com dinheiro duramente economizado, pagou aulas de canto e dança.

Começou a cantar aos 17 anos em espeluncas como imitador dos superastros da época, Maurice Chevalier e Charles Trenet. Ao conhecer o pianista cego Charles Humel começou a encontrar seu próprio caminho. Humel compôs para ele "Dans les Plaines du Far-West", e Montand passou a se apresentar vestido de caubói ao interpretar essa canção e a participar de espetáculos no Teatro Alcazar, o mais importante de Marselha, e nas cidades vizinhas.

Nos anos 1940, uma convocação para o serviço militar pelo governo de Vichy, que colaborava com a ocupação nazista, fez Montand partir de Marselha. Em vez de se esconder, ele passou a se apresentar em qualquer lugar de Paris que lhe desse uma chance de cantar.

Mais experiente, recebeu um convite para substituir um cantor num espetáculo com a superestrela Edith Piaf. A relação entre os dois, fria e tensa a princípio, evoluiu para um caso que duraria alguns anos. Piaf o apresentou a grandes músicos e compositores, produtores e promotores de espetáculos. E até lhe arrumou seu primeiro papel no cinema, em "Etoile sans Lumière", lançado em 1946. O filme valeu a Montand o convite para atuar também em "As Portas da Noite", de Marcel Carné. O trabalho nesse filme deu a Montand a chance de conhecer o roteirista e poeta Jacques Prévert (1900-1977), que seria uma das maiores influências em sua carreira e letrista de um de seus maiores sucessos: "Folhas Mortas" ("Les Feuilles Mortes").

Daí em diante todas as portas se abriram para Montand. Ele conheceu grandes instrumentistas, como o guitarrista Henri Crolla, o pianista e arranjador Bob Castella, o clarinetista e maestro Hubert Rostaing e passou a se apresentar em teatros, a gravar discos e a fazer cada vez mais filmes.

O sucesso definitivo no cinema veio com o consagrado "O Salário do Medo", dirigido por Henri-Georges Clouzot em 1951. Nessa época também ele conheceu a mulher de sua vida -- a atriz Simone Signoret - e se casou com ela.

O casal ficou cada vez mais conhecido não só por sua atividade artística mas também por seu engajamento político, que culminou com uma triunfal excursão à União Soviética e ao Leste Europeu em 1956.

A carreira de Montand como ator, cantor e showman o levou também aos Estados Unidos em 1959. Ele triunfou nos palcos de Nova York, San Francisco e Los Angeles e filmou "Adorável Pecadora" ("Let's Make Love") com Marilyn Monroe, sob a direção de George Cukor.

Na Europa dos anos 60 Montand se aliou a dois exilados, o escritor espanhol Jorge Semprun e o diretor de cinema grego Constantin Costa-Gavras. Com eles fez filmes de grande sucesso de público e crítica e de grande impacto político, como "A Guerra Acabou" (dirigido por Alain Resnais), "Estado de Sítio", "A Confissão" e "Z" (dirigidos por Costa-Gravas). Desiludidos com o "socialismo oficial", Semprun, Montand e Costa-Gavras se tornariam alvo de críticas tanto da direita quanto da esquerda.

Discos, filmes e espetáculos absorviam Montand o tempo todo. Somente nos anos 80 ele diminuiu um pouco o ritmo de vida. Continuou ativo no cinema e conseguiu um último grande sucesso mundial na carreira com um filme em duas partes, baseado em romance de Marcel Pagnol, "Jean de Florette" e "A Vingança de Manon". Depois da morte de Simone Signoret em 86, Montand se casou de novo com Carole Amiel e se tornou pai pela primeira vez na vida quando ela lhe deu o filho Valentin, em 31 de dezembro de 1988.

Pouco depois de terminar mais um filme, Montand morreu de ataque cardíaco em 9 de novembro de 1991.

Pra quem não conhece o Adorno

Vicente Adorno é atualmente editor de Internacional e comentarista do "Jornal da Cultura", da TV Cultura. Já trabalhou em rádio, principalmente na Rádio Japão, em Tóquio, de 1983 a 1987.c Colabora regularmente com a FM Cultura com a apresentação de especiais sobre música e é integrante do Pólo Cultural da Fundação Padre Anchieta, núcleo para a promoção de
atividades culturais com o apoio da Rádio e TV Cultura.

***


Jovem Pan FM comemora aniversário com os melhores acústicos

A rádio Jovem Pan FM comemora seus 25 anos e faz festa no próximo dia 21, às 20h, com os três shows acústicos que a equipe considera os melhores do ano.

Eles dizem que tem muito o que comemorar: "ao longo de seus 25 anos, conquistou e revolucionou o segmento de FMs no Brasil, sendo referência para o público jovem, com muito humor e irreverência".

Lulu Santos é um dos convidados e apresentará canções do seu disco Acústico. Toda Forma de Amor , Um Certo Alguém, Assim Caminha a Humanidade, Sereia, Como uma Onda e Tempos Modernos serão algumas das músicas que Lulu cantará na festa.

O Capital Inicial também participará da comemoração. A banda dos anos 80, comandada por Dinho Ouro Preto vai tocar seus hits como Independência, Fogo, Primeiros Erros, Tudo o que Vai, O Passageiro e outros sucessos que voltaram a explodir com a regravação no CD Acústico.

A terceira atração ainda é uma surpresa, mas é certo que o público não irá se decepcionar com o show. Cada apresentação terá aproximadamente 1h30. Toda a turma do programa Pânico ( Emílio Surita, Bola, Japa, Ceará, Carioca, Mendigo, Mariana Kupfer) e equipe de locutores também subirão ao palco animando o público e distribuindo brindes exclusivos.

Serviço

Local: Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955
Preços: Pista : 50,00 ( normal); 30,00 ( antecipado); 25,00 ( estudantes)
Platéia superior : 30,00 ( normal); 20,00 ( antecipado); 15,00 ( estudantes)
Bilheterias do Credicard Hall : Funcionamento ( das 12h às 20h)
Ticket Master : 11- 3191-0011 * Ingressos para estudantes serão vendidos apenas nas bilheterias do Credicard Hall

***

"Memória" faz série com Elis Regina

O "Memória", da rádio Bandeirantes AM, inicia neste Sábado, às 11h, uma série de 4 programas sobre Elis Regina. Milton Parron apresenta o resultado de um minucioso trabalho de pesquisa feito durante 2 anos sobre a cantora. O ouvinte vai acompanhar os maiores sucessos e a vida de Elis por meio de depoimentos inéditos. O programa será reapresentado em horário alternativo, no domingo às 23h.

Onde anda você?

Nico Rezende é o entrevistado deste domingo no programa Arquivo Musical da Rádio Bandeirantes AM. Na sessão " Onde anda você ? , Débora Parron conversa com o cantor e compositor que fez sucesso na década de 80 com músicas como " Transas ", "Perigo", e " Esquece e vem". Arquivo Musical - Domingo, 7h na RB 840 AM e 90,9 FM.

Você é curioso?

O programa desta semana recebe nos estúdios da Rádio Bandeirantes AM o pai da turma da Mônica. Maurício de Souza é o convidado do programa que será dedicado às crianças e aos mais "crescidinhos". Ele vai contar como é o processo de criação dos personagens e das historinhas e porque eles fazem tanto sucesso no Brasil e no exterior. Os quadrinhos da Turma da Mônica vendem milhões e o licenciamento dos produtos é o mais poderoso do país. Você é Curioso? vai ao ar sábado, às 10h , em horário alternativo, a partir das 20h. Apresentação de Marcelo Duarte e Silvania Alves.

***

Tema de Final de Ano da Sucesso estréia segunda

O tema de final da Rádio Sucesso tem a participação de vinte e dois artistas dentre os que freqüentam a programação da emissora líder de audiência na grande São Paulo. A seleção dos artistas foi feita através pesquisas das músicas mais executadas na emissora e também das músicas mais pedidas pelos ouvintes.

A idéia de fazer este tema de final de ano foi homenagear os ouvintes da Rádio Sucesso pelo apoio que deram durante a mudança de nome da rádio, agradecer pelo 1º lugar na audiência das FMs e desejar a todos um Ano de muita Paz em 2002.

A letra da música foi produzida por Arnaldo Saccomani e Thaís Nascimento, que foram responsáveis por vários hits dos conjuntos populares. A produção do tema é de Arnaldo Saccomani e os arranjos de Bozo Barretti.

O tema estréia nesta segunda-feira, no Programa Só Sucesso - diariamente das 17h às 18h - apresentado por Edu Mello.

***

Promoção bem bolada com brinquedos antigos

Neste Natal a Mix FM, de São Paulo, vai dar os presentes que todo adulto sonha ganhar! A emissora colocou dentro de um baú: Bonecos Falcon, Atari, Aqua Play, Banco Imobiliário original, Álbum de Figurinhas Paulistinha e Fofoletes! Para concorrer aos brinquedos basta ligar no (11) 3253-4000. O sorteio acontece no dia 21 de dezembro na primeira edição do Baú da Mix (7h às 8h). De longe, o programa mais bacana da emissora, na minha opinião.

***

Musicoterapia na Mundial

Ele é produtor musical, arranjador, músico e musicoterapeuta. Trata-se de Lúcio Fontanelli que é o responsável pelo programa O Poder Oculto da Música, levado ao ar pela rádio Mundial 650 AM, às terças-feiras, a partir das 11h. Neste horário Fontanelli faz comentários sobre música New Age e World Music, entrevista músicos de vanguarda e terapeutas ligados à música ou às artes em geral. Também destaca a musicoterapia, "instrumento poderoso de resgate e alívio para várias patologias crônicas, é valioso auxiliar no tratamento do estresse e da depressão", explica o músico. Com espaço para ao ouvinte, o programa tem o objetivo de despertar o interesse nas áreas da cultura, saúde e boa música. "O homem não é apenas o que come ou fala, mas também o que escuta", conclui.

***

TRIBUNA DO LEITOR-OUVINTE

Os angolanos já não escrevem cartas como antes

Quando eu comecei a acompanhar os programas em português das emissoras internacionais, por volta de 83 e 84, as respostas aos ouvintes eram constituídos de 70 por cento de questionamentos vindos da África.// Lembro que o programa "Caixa Postal", apresentado por Sérgio Fernandes, na Rádio Suíça Internacional, atendia a, no máximo, cinco ouvintes do Brasil.// A maioria eram pessoas de Angola e Moçambique.// O tempo foi passando.// Moçambique conseguiu a tão esperada paz em 1992.// No entanto, o clima não ajudou.// O país sofreu diversas catástrofes naturais, sendo que no início do ano dois mil uma enchente deixou mais de um milhão de pessoas sem suas casas.// Por sua vez, em Angola, o povo continua sofrendo as conseqüências da guerra.// Os programas em português da Rádio França Internacional noticiaram, no último dia 4 de novembro, que aproximadamente 15 mil angolanos dividem pouco espaço em campo de refugiados na Zâmbia.// Quem relatou a situação para a Rádio França foi o ouvinte Nunes Manoel.// Hoje, os programas da emissora francesa são destinados exclusivamente ao continente africano em ondas curtas.// Entretanto, as cartas são poucas.// Quase a metade vem do Brasil.// Outro dia, o apresentador da Rádio Internacional da China, Guilherme Korte, se emocionou com uma carta de um ouvinte angolano.// Ele escreveu e procurou a Embaixada chinesa, em Luanda, para mandar a correspondência.// É um exemplo de como é a vida do povo angolano, que não tem condições financeiras nem para despachar uma carta, como ocorria no início dos anos 80.// Um bom site, na Internet, com notícias de Angola é o seguinte: www.ebonet.net .////
Por Célio Romais (romais@terra.com.br)


***

Deu na Folha de Campinas

"PF FLAGRA RÁDIO CLANDESTINA NA UNICAMP"
Folha de S.Paulo, Caderno Folha Campinas (c3), 2/nov/2001

Montar uma rádio de baixa potência é cada vez mais simples, o que permite ao cidadão comum falar mais alto. Exercer sua liberdade de expressão. Como essa tecnologia é barata, está sendo cada vez mais usada nas periferias de grandes cidades, em assentamentos rurais e também por estudantes universitários.

Em geral nos lugares onde elas atuam, são legitimas perante a comunidade. No entanto são consideradas ilegais ou clandestinas perante uma lei de mídia formulada durante o regime militar.

A Rádio Muda não é uma rádio clandestina, não nos escondemos. Funcionamos na praça central da universidade, onde mantemos diariamente nossas portas abertas a estudantes, funcionários, professores e a toda comunidade exterior ao campus. Os mais de 100 programadores experimentam o rádio com liberdade, podem criar os programas cada qual a sua maneira. Isso se reflete numa grande diversidade de linguagens e de propostas. Diante da mesmice das rádios comerciais, acabamos chamando atenção no dial. Numa pesquisa estatística realizada na Unicamp no ano 2000, constatou-se que a audiência da Rádio Muda entre os estudantes da Unicamp superava a de todas as rádios comerciais da cidade.

A Rádio Muda não é uma rádio pirata. Nos não estamos atrás do ouro. Não temos fins lucrativos. Não temos o rabo preso com a indústria fonográfica, nem com nenhum político ou qualquer igreja. Aqui participam artistas, políticos, intelectuais, movimentos sociais, produtores culturais e também a Maria e o João.

A Rádio Muda é uma rádio livre. Não oferecemos perigo aos aviões, ambulâncias e viaturas policiais, como insiste a propaganda mentirosa. Ameaçamos de fato, outra coisa: o monopólio da comunicação que impede a construção da democracia no Brasil. Ainda levamos a sério o artigo 5o da Constituição Brasileira:

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença."

No último dia 31 de outubro, fiscais da Anatel e oficiais da Polícia Federal tentaram lacrar a Rádio Muda. Não foi configurado o flagrante pois o transmissor não estava ligado no momento. Ainda corremos o risco, como todas as outras rádios que resistem ao monopólio da comunicação no país.

Comunique-se conosco : radiomuda@grupos.com.br
Gratos pela atenção,
Coletivo Rádio Muda

***

Até semana que vem. Beijos, Magaly
Magaly Prado é jornalista e radiomaker. Escreve para a Folha Online aos sábados

E-mail: magalyprado@uol.com.br

Leia as colunas anteriores

//-->

FolhaShop

Digite produto
ou marca