Reuters
20/05/2002 - 10h14

OMS adia destruição de estoques do vírus da varíola

da Reuters, em Genebra

A Organização Mundial de Saúde (OMS) adiou no fim de semana a data de destruição dos últimos estoques do mundo do vírus da varíola, para dar mais tempo aos pesquisadores desenvolverem vacinas contra a doença, que é considerada uma potencial arma biológica.

Há dois anos, o principal comitê de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que em 2002 os estoques do vírus seriam destruídos, em meio às esperanças de que a doença fatal, erradicada em 1997, não retornaria.

Mas a morte de cinco norte-americanos devido à contaminação por antraz após os ataques de 11 setembro aumentou o temor entre as autoridades de que o vírus pudesse ser usado como arma biológica.

A varíola, uma das enfermidades que mais assustou o mundo, mata cerca de 30% das vítimas e deixa o restante delas deformadas. Não existe um tratamento eficaz contra a doença, mas receber a vacina logo após a exposição pode evitar que a ela se desenvolva.

As vacinas existentes atualmente podem ser fatais em certos casos e não podem ser dadas a pessoas com o sistema imunológico debilitado, incluindo pacientes com HIV/Aids e transplantados.

Como esperado, a Assembléia Mundial de Saúde, a parte da OMS que toma as decisões, aceitou recomendações da diretoria executiva do órgão para que os estoques sejam mantidos e para que o assunto seja revisado até 2005.

Os dois únicos estoques oficiais do vírus da varíola pertencem aos Estados Unidos e à Rússia, mas as autoridades não duvidam de que o vírus tenha caído em outras mãos.

Os estoques norte-americanos são mantidos no Centro de Controle e Prevenção de Doença (CDC) de Atlanta, e os russos, no Centro de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia, em Koltsovo.

 

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