Reuters
05/12/2002 - 17h27

Ministério do Vaticano veta ordenação de padres homossexuais

da Reuters, em Cidade do Vaticano

Um influente ministério do Vaticano disse que os homossexuais não deviam ser ordenados padres, em uma opinião que pode ter um grande impacto na Igreja Católica.

A informação estava em uma carta publicada no último boletim da "congregação para a divina adoração" em resposta a um pedido oficial de um bispo sobre se um homem gay poderia ser ordenado.

"A ordenação... de um homem homossexual ou com tendências homossexuais é absolutamente desaconselhável", escreveu na carta o cardeal Jorge Medina Estevez. "Do ponto de vista da pastoral, é muito arriscado".

"Então uma pessoa homossexual ou com tendências homossexuais não é qualificada para receber o sacramento da ordem divina', ele disse.

Enquanto a opinião de Medina Estevez, aposentado em outubro, não é definitiva, ela pode influenciar um futuro documento do Vaticano sobre homossexuais no clérigo.

Ao mesmo tempo em que autoridades da Igreja insistem não haver relação entre pedofilia e celibato, os escândalos de pedofilia nos Estados Unidos abriram um debate sobre muitos aspectos da sexualidade entre todo o clérigo masculino, particularmente em razão de a maioria dos casos corresponder a atos homossexuais.

De acordo com fontes do Vaticano, a Santa Fé está preparando um documento que pode evitar que homens com tendência homossexual se tornem padres.

O documento está sendo feito por vários ministérios do Vaticano, incluindo a "congregação para a divina adoração", que fiscaliza a aplicação de todos os sacramentos.

Ainda não se sabe quando o texto será publicado.

Significativamente, Medina Estevez disse ter formulado sua resposta depois de consultar a "congregação para a doutrina da fé", o departamento mais importante em assuntos de ortodoxia doutrinal.

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