Reuters
27/12/2002 - 22h39

Deputados sequestrados na Colômbia enviam mensagem de Natal

da Reuters, em Bogotá

Doze deputados sequestrados em abril por pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) enviaram uma mensagem de Natal e Ano Novo a seus familiares a partir de seu cativeiro, na selva colombiana, e pediram ao governo que agilize um acordo humanitário para sua libertação.

As mensagens dos políticos do Departamento (Estado) de Valle del Cauca, sudoeste da Colômbia, foi gravada em uma fita de vídeo entregue hoje pelas Farc à agência Reuters, em uma nova tentativa de pressionar o governo.

Na gravação, aparecem os deputados enviando mensagens de Natal e Ano Novo, mostrando iniciais ou os nomes completos de seus familiares entalhados em madeira. Eles são mantidos reféns pelas Farc, o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, há mais de oito meses.

"Doutor Alvaro Uribe, quero desejar-lhe de maneira muito sincera, em nome de minha família, um feliz Natal e um próspero Ano Novo, em união de seus filhos e de sua esposa", disse no vídeo o deputado Juan Carlos Narváez.

"Ao governo nacional e às Farc, peço que não prolonguem mais a assinatura do acordo humanitário, que não há argumentos morais, jurídicos ou procedimentais que o impeçam, pois é mais imoral manter compatriotas que representam a institucionalidade apodrecendo por anos na selva", acrescentou.

Na gravação, a segunda prova de vida dos deputados depois de um vídeo enviado em agosto, pode-se escutar ruídos próprios da selva, como o canto de pássaros, mas não é possível identificar o local do cativeiro.

Os 12 reféns estão com boa aparência, limpos e aparentemente com boa saúde. Não foi informada a data da gravação.

Os deputados regionais foram sequestrados em 11 de abril por um comando urbano nas Farc, que ingressou na sede da Assembléia Estadual, em pleno centro de Cali -a segunda cidade mais populosa da Colômbia- simulando ser um grupo de elite do Exército.

Os políticos somaram-se a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, cinco ex-congressistas, um governador, dos ex-ministros e 50 militares mantidos reféns hoje pelas Farc.

A intenção da guerrilha é trocar os reféns pelos cerca de 3.000 de seus combatentes presos nas penitenciárias do país.

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