Reuters
27/06/2001 - 16h16

Temporada terá branco e cores abertas, aposta Constanza Pascolato

da Reuters, em São Paulo

Alguém se lembra do vestido clássico em preto e branco que a atriz Julia Roberts vestiu no Oscar? Bem, Costanza Pascolato também acredita na permanência de seu criador, o francês Yves Saint Laurent, como uma luz-guia para muita gente que está se debruçando na prancheta de criação para a 11ª Fashion Week.

Nas tonalidades, aposta fortemente no branco e nas cores abertas. "Ninguém se arrisca muito em peças caras como as das grifes do Fashion Week. As cores ficarão para os detalhes, assim como as superfícies dos tecidos, trabalhadas em franzidos, pregas e amarrações variadas", diz ela sobre o evento que começa nesta quarta-feira em São Paulo.

As formas continuam assimétricas, com acabamentos especiais de cara artesanal para não deixar as peças "caretas" e imprimir uma marca "made in Brazil" pronta para seduzir o mercado internacional de moda.

O jeans deve ser uma dessas bases. Ele virá acompanhado de rendas e diferentes texturas.

Os papas da criação em escala planetária que ditam esses caminhos continuam sendo Miuccia Prada, John Galliano e Yoji Yamamoto.

"É preciso notar que o mundo está saindo da extravagância e migrando para linhas mais simples e elegantes. Até mesmo a androginia dos 80 tende a ir embora", diz ela. "Agora poderemos usar calça esportiva e espartilho. O look da mulher riquésima da Versace foi definitivamente abandonado."

Se a moda é mesmo um reflexo de seu tempo, a proposta parece vir alinhada com esta época de retração econômica, fim de sonhos ponto.com e um certo desencantamento com a idéia de um mundo globalizado.

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