Reuters
06/12/2001 - 14h06

Relatório do governo dos EUA sobre violência critica gravadoras

da Reuters, em Washington

Ao longo dos últimos 12 anos, as indústrias do cinema e dos videogames reduziram sua publicidade de produtos violentos dirigida a crianças, mas o setor da música não mudou seus hábitos, diz um relatório do governo americano divulgado na quarta-feira.

Além disso, diz o relatório da Comissão Federal de Comércio (CFC), adolescentes interessados em comprar videogames violentos, álbuns de rap repletos de linguagem chula ou ingressos para um filme proibido para menores desacompanhados ainda podem fazê-lo sem dificuldade.

O relatório veio complementar um documento anterior, de setembro de 2000, que identificava problemas na indústria do entretenimento como um todo.

A CFC disse que, de modo geral, os estúdios de cinema e as empresas de videogames fizeram avanços "louváveis" desde o ano passado, impondo limites aos anúncios de jogos e filmes violentos nos meios de comunicação mais acessados pelo público adolescente e divulgando as classificações etárias dos produtos.

Apenas a indústria da música, segundo o CFC, continua a não impor qualquer restrição aos materiais que pode promover junto ao público menor de idade em revistas, na rádio, na televisão e na Internet.

As reações ao relatório foram em grande medida positivas. Representantes da indústria disseram que ele reflete com precisão os esforços que eles vêm fazendo no último ano.

O senador Joseph Lieberman, conhecido crítico da indústria do entretenimento, disse que vai desistir de apresentar um projeto de lei com o qual pretendia punir empresas de entretenimento que promovem materiais violentos junto ao público menor de idade.
 

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