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17/03/2005 - 09h48

Dosar passeios aumenta rendimento do turista

FERNANDO DONASCI
Enviado especial a Bonito (Mato Grosso do Sul)

É preciso saber dosar os vários passeios em Bonito para não se exaurir logo de cara. Entre grutas, balneário, aquário, arvorismo, cavernas, trilhas e rapel, há atividades que tomam o dia todo, como o abismo Anhumas, que, aliás, precisa de um dia e meio --uma parte só em treinamento.

Portanto tente intercalar, entre um passeio pesado e outro, tours mais leves, como a flutuação no rio da Prata, o aquário ou a gruta de São Miguel. Para realizar as flutuações no rio da Prata (www.riodaprata.com.br) e no Aquário Natural, o visitante deve caminhar pelas trilhas da mata ciliar. Nada mal, pois observam-se animais silvestres e árvores centenárias, como os ipês, as aroeiras e as perobas. Ao chegar até as nascentes dos rios, começa uma das experiências mais interessantes de Bonito. O turista entra em um imenso aquário de águas cristalinas e se desloca tranqüilamente em meio a dezenas de espécies de peixes e de plantas aquáticas, com cores e formas de infinita beleza. O importante é deixar-se levar pela suave correnteza.

Descobre-se um mundo totalmente fantástico sem precisar fazer treinamento, embora os guias passem algumas orientações.

Antes mesmo de entrar na trilha, tanto máscara e snorkel como roupa e bota de neoprene são usados pelo turista e estão inclusos nos pacotes. Mas quem tem uma máscara em casa deve levar, pois as oferecidas no passeio podem não se ajustar perfeitamente ao rosto. Uma deliciosa comida típica sul-mato-grossense, servida na sede da fazenda, aguarda o turista para o almoço.

Outro dos pontos turísticos "leves" e interessantes é o balneário municipal, uma praia exótica localizada a dois quilômetros do centro. O lugar é mais freqüentado pelos moradores da região. Ali, nada-se com as piraputangas voadoras, um dos peixes da região mais conhecidos pelos enormes saltos dados para fora da água atrás de alimentos.

Para os dias em que o viajante tem mais disposição, escolha a estância Mimosa. O roteiro tem início a 22 km de carro da região central. Chega-se à casa-sede da fazenda. O passeio é uma caminhada por trilha pela mata preservada na qual se passa por oito cachoeiras cristalinas e de várias quedas. Há pontos de banho em piscinas naturais. Não há como não ver animais silvestres. Eles estão por todos os lados. Divirta-se com um jacaré que vive em um lago próximo ao receptivo ser alimentado com pedaços de fígado em bife e corajosas galinhas arriscarem suas vidas tentando roubar-lhe o alimento.

Outro tour para iniciados é a Boca da Onça. A mais alta das cachoeiras do Estado, com 156 m de altura, fica a 55 km do centro e é ideal para praticantes e apreciadores de esportes radicais: o rapel de 90 metros de altura é pura aventura. Uma plataforma de 34 metros de comprimento projeta-se no abismo, proporcionando uma descida repleta de adrenalina pelo paredão com inúmeras grutas e um magnífico visual sobre o cânion do rio Salobra.

Se quiser aumentar a adrenalina, não deixe de ir ao abismo Anhumas, uma cavidade no chão com profundidade de 72 metros, onde o turista desce e sobe de rapel, fazendo uma verdadeira viagem a outro planeta. Há magníficas formações geológicas na parte seca (espeleotemas), que são como esculturas produzidas pela natureza. Junto, há um lago de água cristalina do tamanho de um campo de futebol. Abaixo de sua superfície, os praticantes de mergulho livre se deparam com enormes estruturas em formas de cones, com até 16 metros de altura.

A única entrada de luz, nesse passeio, é por uma fenda entre duas rochas. A enorme caverna é escura e fria, mas, sem dúvida, é um dos atrativos mais belos da região. O passeio requer um treinamento obrigatório antes da descida. Para o mergulho autônomo é necessário uma credencial. O abismo fica a 22 km do centro da cidade, e o acesso só é possível por uma estrada de terra.

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