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19/02/2011 - 03h31

Danuza Leão: Como fui parar na Folha

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DANUZA LEÃO
COLUNISTA DA FOLHA

Em 2001, eu trabalhava em um jornal do Rio. Um dia, por razões que não vêm ao caso, me demiti, sem saber o que iria fazer a partir daí. Eram 11h da manhã; lá pelas 12h saí da sala e, quando voltei, havia um recado da Folha. Telefonei, e era um convite para trabalhar lá.

Meu caso com a Folha: 90 colunistas comentam ligação com o jornal
Time de colunistas incluiu Lobato, Oswald e Francis

Rapidíssima, a Folha. Eu, que já achava o jornal o máximo, aceitei correndo, e aqui estou até hoje.

Rafael Andrade-19.nov.2008/Folhapress
A escritora e colunista da Folha Danuza Leão
A escritora e colunista da Folha Danuza Leão

É sempre difícil começar um trabalho novo; será que vai dar certo? Será que vão gostar de mim? Fui a São Paulo conhecer seu Frias, o Otavio e parte da direção. Foram todos muito simpáticos comigo, mas fiquei paralisada, muda, e ainda bem que o encontro durou pouco.

Conheci novas pessoas, fiz novos amigos e vim a ser colega de meu neto, então fotógrafo do jornal. Não é bom, tudo isso?

Em novembro vai fazer dez anos que trabalho na Folha, onde escrevo sobre tudo que se passa na minha cabeça, e passei por quase todos os cadernos do jornal.

Já falei sobre violência, mundo gay, o papa, Lula, gastronomia, ricos, pobres, amor, paixão, ódio, pedofilia, convenções de partidos políticos, jantar no Alvorada (nos tempos de FH), Carnaval, futebol, casamentos, viagens, acho que só não escrevi sobre economia --ninguém é louco de pedir isso a mim, que mal sei ler o extrato de um banco.

Quando às vezes sai a chamada da minha coluna na primeira página, telefono para todos os meus amigos para contar e passo o dia feliz da vida, me achando o máximo.

Foram mais de 600 colunas, e nunca --nunca-- houve uma só censura, uma só palavra, um só pedido, para que mudasse alguma coisa do que havia escrito.

É bom trabalhar na Folha. Muito bom. Espero continuar encontrando toda manhã, ainda por anos e anos, meu jornal debaixo da porta, impresso, como é hoje.

Bom mesmo é quando conheço alguém que não é da cidade e pergunta o que eu faço. Tenho dificuldade em dizer que sou jornalista, pois acho a profissão tão fantástica que não ouso me incluir entre eles assim, como sendo natural. Então, digo que escrevo em jornal e, quando me perguntam para que jornal, aí finjo o meu ar mais modesto e respondo, toda prosa: "Na Folha".

 

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