DPA volta com os imbatíveis e sortudos personagens em mundo sem coronavírus

Série infantil chega à 13ª temporada; episódios foram gravados antes da pandemia

São Paulo

Os imbatíveis, os invencíveis, os sortudos personagens de um mundo sem coronavírus: os "Detetives do Prédio Azul". Na bem-sucedida série brasileira conhecida como “DPA”, que estreou a 13ª temporada, no canal Gloob, as três crianças protagonistas continuam unindo as mãos para se transformar nos detetives que investigam os mistérios do condomínio onde moram. Sem álcool gel e sem medo de contaminação.

Os episódios para exibição em 2020, afinal, tanto os desta temporada que já está no ar quanto os da 14ª, prevista para estrear em outubro, foram gravados em 2019, quando ninguém, nem os mais espertos investigadores do pedaço, faziam ideia de que o mundo seria invadido por essa pandemia, um mistério assustador da vida real.

Criadora e roteirista da série, Flávia Lins e Silva contou à Folha que, por ironia do destino, haverá um novo detetive que gosta de álcool gel na 15ª temporada, escrita por ela no ano passado e que estava sendo gravada no início de 2020, quando o trabalho foi interrompido em razão do isolamento social.

“Outra coincidência é que houve uma pandemia em um episódio da 12ª temporada. Na série, fazemos tudo com muita antecedência, é difícil ficar em cima do que acontece na realidade. Criamos os roteiros dois anos antes e gravamos no ano anterior ao da exibição”, explicou.

Três crianças sentadas em volta de uma mesa
Da esquerda para direita: detetive Pippo (Pedro Motta), detetive Sol (Leticia Braga) e Detetive Max (Samuel Minervino) - Guto Costa / Divulgação

A produção será retomada assim que houver segurança, e Flávia disse que o toque das mãos, marca registrada da série, no ar desde 2012, deverá ser mantido: “É só eles tomarem cuidado e usarem álcool gel na hora de gravar essas cenas”, afirmou.

A 15ª temporada estava programada para ir ao ar no primeiro semestre de 2021, mas agora a estreia depende da retomada das gravações. A pandemia também interrompeu a peça de teatro baseada na série, que havia estreado no Rio, estava em cartaz em São Paulo e, na sequência, sairia para uma turnê nacional. Além disso, o terceiro filme, já pronto, não pôde ser lançado em razão do fechamento dos cinemas.

Letícia Braga, 15, que interpreta a detetive Sol, lamentou a interrupção do trabalho, especialmente no ano em que ela deixa o programa. Como os protagonistas são três crianças que vestem as capas dos detetives, a verde, a vermelha e a amarela, é preciso renovar o elenco quando os atores ficam adolescentes. Essa já é a terceira geração do trio e, na 14ª temporada, Sol e Pippo (Pedro Motta, de 14 anos) se despedem.

Letícia conta que tem feito leituras do texto da peça em reuniões online com o grupo e também está aproveitando a quarentena para, além de estudar e de jogar videogame, pensar no seu terceiro livro, depois de lançar “Cabelinhos de Anjo” e “O que Eu Vou ser Quando Crescer”.

Por falar em o que ser quando crescer, Letícia já decidiu: vai estudar história e ser atriz. “Penso em fazer essa faculdade principalmente para me ajudar na carreira de atriz, que é isso o que eu quero ser para o resto da minha vida. O fato de eu estar saindo do DPA não significa que vou parar de atuar. Vou continuar e pretendo realizar o meu grande sonho, que é ganhar o Oscar”.

E o Oscar vai para a imbatível, a invencível...

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