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Drauzio Varella, Lina e Ernesto ensinam tudo sobre máscaras

Crianças já sabem que usar a proteção no queixo não vale

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São Paulo

Não é à toa que pais e mães insistem para as crianças protegerem a boca sempre que vão espirrar ou tossir —você sabia que uma gotinha de saliva pode chegar a até seis metros de distância em situações assim?

E, mesmo quando alguém está só falando, normalmente, as gotículas também vão longe: um metro, mais ou menos. Quem sabe tudo desses números malucos, que são quase uma Olimpíada de Gotinhas, é o médico Drauzio Varella.

Ele explica que, justamente porque voam assim tão distante, as gotículas de todo mundo precisam ser impedidas de circular durante uma pandemia. E isso só acontece com o uso de máscaras.

Drauzio fala sobre a importância da máscara, e crianças comentam o que já aprenderam sobre o assunto
Ernesto Agricio, Drauzio Varella e Lina Hatschbach conversam sobre proteção na pandemia - Catarina Pignato

“A máscara bloqueia a pessoa que está infectada. Ela pode falar, e as gotículas ficam presas na máscara. E, se você não está infectado, a máscara usada corretamente também vai te proteger de pegar a doença”, conta o doutor.

Drauzio avisa que, quando o assunto é máscara, deixar o nariz de fora não vale. “Máscara no queixo não pode, porque a respiração também elimina essas gotículas”, diz.

“Eu sei que é importante usar máscara para não pegar Covid-19”, resume Ernesto José Agricio, 11 anos. Ernesto mora em Recife, e fala que, quando alguém sem máscara passa perto dele, tenta ficar o mais longe possível.

“Eu também fico pensando por que aquela pessoa ficou sem máscara”, completa Ernesto, que também conta que ainda não foi à escola na pandemia. “Minha mãe é grupo de risco e eu não posso ir, senão eu arriscando ela.”

Lina Hatschbach tem cinco anos e mora em São Paulo. Ela conseguiu ir a algumas aulas, mas agora está de volta em casa. “Na minha escola durante a pandemia tinha que trocar a máscara depois do lanche e depois do recreio”, lembra.

Ela diz que, assim como Ernesto, também se afasta sempre que alguém sem máscara se aproxima. As máscaras favoritas de Lina são as descartáveis. “Porque deixam a gente respirar, e as de pano não deixam.”

Lina não sabe exatamente quantas máscaras tem, porque ela diz que “são muitas”, mas ela se lembra muito bem da primeira máscara que usou, desde que a pandemia começou. “A vovó mandou fazer na costureira uma de pano, vermelha, de coraçãozinho rosa choque”, detalha.

Drauzio ensina que máscaras de pano precisam ser de algodão, e não de tecidos sintéticos, para que sejam eficazes. E que, como às vezes não dá para saber exatamente esta composição, o ideal, na escola, é usar máscaras cirúrgicas.

Outra recomendação importante dele é para a hora de tirar a máscara para comer.

“Tem que pegar pelo elástico e abaixar, nunca pela ponta. Se o nariz coçar, enfie o dedo entre a máscara e o nariz, não coce por fora, porque aí contamina a mão. E, se tocou na máscara, lave a mão.”

Para mostrar que não é difícil se acostumar a usar a proteção no rosto, Drauzio dá o exemplo de países como o Japão, onde usar máscaras é normal. “Lá, a pessoa resfriada que anda sem máscara é reprimida pelos outros, eles olham feio”, diz.

Para Ernesto, a máscara ideal mudaria de tamanho e de cor, a depender do que a pessoa gosta —ele é fã de tubarões. Já Lina inventaria uma máscara que, além de proteger do coronavírus, “ia ser com raios e cachoeiras”.

“A máscara foi feita para quem precisa sair de casa”, continua Ernesto. “Aprendi que o certo era todo mundo estar respeitando o distanciamento, a quarentena. Tem gente que saindo de casa quando não pode. Mas tem que usar a máscara, porque está muito perigoso.”

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