São Paulo, sábado, 19 de setembro de 2009

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Visitante de peso

A baleia-franca-austral passa o inverno e a primavera nadando no litoral brasileiro

Ilustração: Márcio L. Castro


MÔNICA CORRÊA DA SILVA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Imagine uma baleia no quintal de casa. Pois o que parece impossível, ou no mínimo esquisito, acontece praticamente todos os dias, no mês de setembro, em Santa Catarina.
Quem mora entre a praia da Lagoinha do Leste, em Florianópolis, e o balneário Rincão, na cidade de Içara, vê baleias-francas-austrais nadando e mergulhando no mar -bem em frente de casa!
As baleias viajam até aqui, de julho a novembro, para ter filhotes e amamentá-los ou para acasalar. Mas o melhor período para avistá-las é de agosto a outubro.
Os filhotes das baleias-francas nascem com seis metros de comprimento -pelo menos 12 vezes maior que um recém-nascido humano- e pesando em torno de cinco toneladas.
Como o leite da mãe é bastante gorduroso, o filhote engorda 50 quilos e cresce até três centímetros por dia nas primeiras semanas.
A baleia-franca-austral chegou a ser considerada extinta em águas brasileiras. A bióloga Audrey Amorim, do Projeto Baleia Franca, conta que a caça às baleias no Brasil durou 371 anos. E está proibida desde 1987.
A última matança aconteceu na praia do Porto, em Imbituba (SC), em 1973. Mas apenas em 1982 uma fêmea e seu filhote reapareceram no litoral catarinense.


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