São Paulo, quarta-feira, 23 de agosto de 1995
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DF pode dar terreno para ter metrô

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), pode ceder áreas públicas para empresas privadas interessadas em concluir o metrô de Brasília.
As obras estão paradas desde outubro de 94 por falta de verbas. São necessários R$ 370 milhões para terminar a obra, que consumiu R$ 700 milhões até agora.
Duas construtoras alemãs, a Blickpunkt Strassenbahn e a Hochtief -que planejou os metrôs do Rio e de São Paulo-, já contataram o consórcio Brasmetrô, que administra e faz a manutenção dos canteiros de obras.
As áreas que o governo do DF pretende ceder, por tempo predeterminado, ficam próximas às estações do metrô de Brasília.
Uma alternativa semelhante foi usada pela Prefeitura de São Paulo -na gestão de Luiza Erundina (PT)- para reformar o autódromo de Interlagos (leia texto abaixo).
O governo do DF também estuda ceder por algum tempo a exploração dos serviços do metrô para a empresa que concluir a obra.
A construtora Hochtief "tem muito interesse em assumir as obras, segundo o diretor-executivo da empresa, André Glagoviski. Ele afirmou acreditar que a Hochtief tenha condições de terminar sozinha o metrô de Brasília.
Mas a Hochtief ainda negocia. Engenheiros da empresa já estiveram em Brasília para conferir o estado da construção. "Precisamos ter informações precisas sobre esse metrô, disse Glagoviski.
Para tentar atrair outros eventuais investidores, o BRB (Banco de Brasília) estaria preparando um relatório sobre futuros investimentos externos nas obras do metrô.
Nele, deve constar a possibilidade de doação de áreas públicas como garantia, já que o governo do DF não tem outras alternativas.
Para obter financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco do Brasil, por exemplo, o DF deu 100% dos recursos previstos em seu Orçamento, sua reserva bancária do BRB e sua cota integral no Fundo de Participação de Estados e Municípios.
Se a aproximação com a iniciativa privada naufragar, o DF pensa em apelar novamente ao BNDES, para o qual deve R$ 317 milhões.
``O banco já investiu muito e é certo que queira ver o metrô terminado", disse Setembrino Menezes Filho, coordenador do Metrô-DF.
A dívida foi renegociada. O governo vai começar a pagá-la em 1997, com prazo de 12 anos.

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