São Paulo, sexta-feira, 25 de agosto de 1995
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'Windows 95' vende 15 milhões de cópias

DANIELA FALCÃO
DE NOVA YORK

A campanha de lançamento do ``Windows 95" (novo software da Microsoft) foi apontada como uma das maiores da história dos EUA.
Até ontem, já haviam sido vendidos 15 milhões do novo programa em todo o planeta em apenas uma semana de comercialização. As previsões eram de que a marca de 15 milhões só seria atingida em seis meses.
Nos EUA, o programa é comercializado, em média, por US$ 90. No Brasil, onde já foram vendidos para as lojas 10 mil programas, o preço médio é de R$ 120.
Desde a 0h de ontem, havia filas nas principais lojas de computação do país, que ficaram abertas até tarde para poder atender aos consumidores que queriam o novo software em primeira mão.
Todo o frenesi em torno da chegada do novo ``Windows" é fruto de uma bem montada campanha de marketing elaborada pela Microsoft, que gastou cerca de US$ 300 milhões com promoções de lançamento e publicidade.
Em Nova York, houve distribuição gratuita de pizza nas lojas que ficaram abertas à noite para poder vender o ``Windows 95".
A ``extravagante" campanha da Microsoft nos EUA atingiu até o edifício Empire State, em Nova York, um dos mais famosos pontos turísticos da cidade.
Na noite de ontem, o topo do prédio foi iluminado pelas cores do ``Windows 95".
Em Seattle (Washington), sede da Microsoft, houve festas de lançamento durante todo o dia de ontem, com direito, inclusive, a um improvisado carnaval de rua.
A megacampanha de lançamento do ``Windows 95" não ficou restrita aos EUA. Na Nova Zelândia e na Austrália, também houve filas nas lojas a partir da 0h do dia 24. Devido ao fuso horário, esses dois países foram os primeiros a vender cópias do novo software.
Em Londres (Inglaterra), a Microsoft resolveu investir em publicidade, em vez de festas promocionais de lançamento.
A empresa comprou toda a edição de ontem do jornal londrino ``The Times", que teve tiragem dobrada. Os exemplares -cheios de propagandas e artigos sobre o programa- foram distribuídos gratuitamente aos ingleses.
Para publicitários, desde o lançamento da nova Coca-Cola não havia tanta expectativa nos EUA em torno de um produto.

Colaborou a Redação

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