São Paulo, quinta-feira, 26 de setembro de 1996
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Conselho aprova privatização do Banerj

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) será privatizado até o final do ano. Investidores estrangeiros poderão comprar até 100% da instituição, que deve ser o primeiro banco oficial a ser vendido.
A negociação foi aprovada ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O CMN também analisou proposta de privatização do Credireal, um dos quatro bancos estaduais de Minas Gerais.
A exemplo do que aconteceu com os bancos Econômico e Nacional, o Banerj será separado em duas instituições: uma boa e outra ruim. A parte boa, com um patrimônio estimado de R$ 180 milhões, é a que será privatizada.
A parte ruim continua sob o Raet (Regime de Administração Especial Temporária), a que o banco está submetido desde dezembro de 94, e poderá ser transformada em agência de fomento ou liquidada.
As informações foram dadas por Alkimar Moura, diretor de normas do Banco Central. Segundo ele, a solução para a parte ruim será uma das previstas medida provisória que criou o programa de socorro a bancos estaduais. Está prevista ajuda de até 100% a Estados que fecharem seu banco.
Novo banco
Moura disse que a distribuidora de valores do Banerj será transformada em um novo banco, que permanece sob Raet e será privatizado até dezembro. Não muda nada para os clientes do Banerj.
Todas as operações do Banerj "velho" serão assumidas pelo novo banco. É o caso das cadernetas de poupança e das contas correntes, por exemplo. O próximo passo para a privatização é a pré-qualificação de interessados junto ao BC.
Para permitir a participação dos investidores estrangeiros na privatização, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, sugeriu ao presidente Fernando Henrique Cardoso que edite decreto nesse sentido.
Moura não deu detalhes sobre o Credireal. Disse apenas que o CMN tomou conhecimento da proposta encaminhada pelo governo mineiro.
O CMN aprovou ainda novo empréstimo ao Banorte pelo Proer -o programa oficial de ajuda aos bancos. O diretor do BC não quis falar sobre o valor emprestado ao Banorte, que foi comprado pelo Bandeirantes.
Estados
O CMN autorizou ainda os bancos federais a suspenderem por 90 dias o pagamento dos juros dos Estados devedores à União, após consulta ao Tesouro Nacional.
Antes, o CMN já havia autorizado a suspensão pelo mesmo prazo do pagamento do principal da dívida dos Estados.

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